A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (28) que a estatal poderia aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso a última proposta do governo federal para reduzir impostos sobre combustíveis seja aprovada pelo Congresso Nacional.
Segundo a executiva, esse aumento de preços não deve chegar ao consumidor. Isso porque, assim como aconteceu com o diesel, em março deste ano, esse “desconto” bancado pelo governo permite que a empresa eleve o preço em suas refinarias sem que o impacto chegue nas bombas.
🔎 Na prática, além do valor cobrado pela Petrobras, o preço dos combustíveis nas refinaras ainda é composto por impostos federais e outros fatores. Por isso, a empresa aposta em uma redução dos tributos, de maneira a conseguir aumentar sua margem de lucro sem que haja um salto no preço final.
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“Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor”, explicou Chambriard.
A executiva reiterou, no entanto, que a empresa não vai transferir ao consumidor brasileiro a “ansiedade” do momento.
“Aguardamos o projeto do PIS e Cofins na gasolina, o que para nós também é suficiente neste momento”, disse a jornalistas, após um evento no Rio de Janeiro.
Segundo Chambriard, a companhia ainda não sofre pressão imediata para reajustar os preços da gasolina porque o país produz grande parte do volume consumido internamente, sem depender de importações — o que tende a reduzir os impactos da alta do petróleo por aqui.
O país importa volumes comparativamente maiores de diesel, em relação à gasolina. Nos combustíveis do ciclo Otto, o Brasil conta ainda com a oferta de etanol, que complementa a oferta tanto pelo combustível hidratado, usado diretamente nos carros flex, como pelo anidro, utilizado na mistura com o combustível fóssil.
*Esta reportagem está em atualização