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“Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, vamos continuar explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer, mas nós aqui desse macacão cor de abóbora estamos extremamente otimistas com o que a gente está encontrando por aqui”, disse Chambriard.
De acordo com a presidente da Petrobras, a perfuração do poço ainda levará de 15 a 20 dias, e só então será possível mensurar o tamanho da reserva de petróleo presente na região.
“Nós temos que delimitar essa descoberta, ou seja, a gente tem que saber quanto é que de petróleo tem de fato nessa área, né?”, afirmou.
Para prosseguir a exploração, a Petrobras protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um pedido de licença ambiental para perfuração de três novos poços na Margem Equatorial. E há mais por vir.
“Nós temos outros cinco [poços para perfurar] e esse esforço exploratório, que é gigantesco, né? É que vai dizer para a gente quanto é de petróleo que a Margem Equatorial, no offshore do Amapá, tem para nos oferecer, né?”, disse Chambriard.
“Tudo indica que vai ser bom, né? Nós estamos, nós estamos extremamente otimistas”, afirmou.
Antes do anúncio, o presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pela perfuração em águas profundas. “O Amapá tem uma chance extraordinária [com a descoberta], e quem governa o estado precisa tomar cuidado com a especulação imobiliária”, brincou Lula.
Sobre a qualidade do petróleo, Lula disse que perguntou a Magda se o óleo encontrado era do tipo “Brent”, considerado uma referência de alta qualidade no mercado. Segundo o presidente, ela respondeu: “É mais que Brent, é Brent com louvor”.
“Valeu a pena, obrigada a todos pelas reuniões e obrigada a vocês [autoridades] por levantarem a cabeça da Petrobras. Vocês sabem que há pouco tempo, com a Lava Jato, o objetivo era tentar destruir duas coisas: a Petrobras e as empresas de construção civil desse país. Mas isso aqui vai ser riqueza para o povo brasileiro e para o Amapá”, encerrou o petista.
Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas — Foto: Petrobras/divulgação
O que a Petrobras vai fazer com a descoberta?
Segundo a Petrobras, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, diz a empresa.
A empresa é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirmou que a “descoberta é significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país“.
Além disso, o IBP avalia que a descoberta reforça a “segurança energética nacional no médio e longo prazo”.
O achado faz parte de uma campanha exploratória mais ampla: o Plano de Negócios 2026-2030 prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com US$ 2,5 bilhões em investimentos na região.
Os próximos passos
A fase atual é de avaliação exploratória e busca responder, principalmente, a duas perguntas:
- Qual é o volume de hidrocarbonetos existente no reservatório;
- Se a acumulação é economicamente viável para produção.
Ao final da coletiva, nesse momento, a empresa confirmou que a área de engenharia está focada em perfurar o poço. O custo médio é de US$ 1 milhão por dia e, já estamos em US$ 300 milhões investidos.
E o Ibama?
A Petrobras protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o pedido de licença ambiental para perfuração dos novos poços na Margem Equatorial.
As diretoras executivas afirmaram que a empresa está fazendo uma complementação das solicitações feitas no último parecer técnico. A documentação foi protocolada na sexta-feira (14) e não se trata apenas da inclusão de mais embarcações, mas também do atendimento a um conjunto significativo de peixes-boi que estão em recuperação na Região Norte.