Petrobras ajusta preços do diesel de uso rodoviário em R$ 1,12 | G1

Petrobras ajusta preços do diesel de uso rodoviário em R$ 1,12 | G1

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) um novo ajuste de R$ 1,12 por litro nos preços do diesel A, de uso rodoviário, a partir de amanhã. A empresa também informou que oferecerá um desconto no mesmo valor — o que mantém os preços de venda para as distribuidoras.

O desconto ocorre pela adesão da Petrobras à subvenção para refinarias nacionais e importadoras, prorrogada pelo governo federal no último sábado (30). A medida estabeleceu um subsídio de R$ 1,12 por litro. Na prática, isso significa que o governo bancará parte do preço do combustível.

No caso do diesel vendido nas bombas, o governo criou uma subvenção de R$ 0,35 por litro. As duas medidas substituem os subsídios anteriores do governo, que venceram no último domingo (31).

Segundo a petroleira, o ajuste permite que a companhia use da subvenção econômica, mas sem alterar os preços para distribuidoras.

Agora no g1

A iniciativa faz parte do pacote de ações do governo para reduzir os efeitos da escalada dos preços internacionais do petróleo sobre o mercado doméstico, em meio às tensões no Oriente Médio. (entenda mais abaixo)

Em nota, a Petrobras disse que define seus preços com base em sua posição no mercado e na busca por manter suas operações rentáveis. A empresa ainda afirmou que evita repassar diretamente para os consumidores as oscilações do dólar e das cotações internacionais de petróleo.

Efeitos da guerra no Oriente Médio

A alta nos preços do petróleo no mercado internacional é reflexo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Isso ocorre porque, com o conflito, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz foi bloqueada — canal por onde passam mais de 20% do comércio global de petróleo.

Com a restrição da oferta, os preços da commodity dispararam desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, o petróleo Brent (referência internacional) passou de US$ 72,48 por barril para US$ 94,98 no fechamento da última segunda-feira (1º) — um aumento de 31%.

Os preços chegaram a subir ainda mais em abril, mas arrefeceram diante de sinais de que Washington e Teerã caminham para um acordo de paz.

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