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Pesquisa Quaest mostra acerto do governo Lula em associar Flávio Bolsonaro a Vorcaro e ameaças de novo tarifaço dos EUA

por Gilberto Cruz
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Quaest, 2º turno: Lula lidera com 44% e abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro
A equipe do presidente Lula avalia que a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (10) mostrou o acerto na estratégia governista de associar Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e às novas ameaças de mais um tarifaço contra o Brasil da parte do governo Donald Trump.
Lula oscilou positivamente no levantamento, enquanto o senador do PL recuou.
Integrantes do governo comemoraram os resultados da pesquisa e acreditam que há uma tendência de recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da melhora, a reprovação segue acima, numericamente, da aprovação: 48% a 47%.
Um dado da pesquisa animou a equipe de Lula. O petista voltou a liderar entre os eleitores independentes, que costumam decidir uma eleição polarizada. Entre o levantamento de maio e o atual, Lula foi de 29% para 37% neste segmento do eleitorado.
Enquanto isso, o pré-candidato do PL, Flavio Bolsonaro, teve um recuo. Estava com 31% entre esses eleitores e, depois do caso Vorcaro e das ameaças de novo aumento de tarifas pelo Estados Unidos, caiu para 24%.
Outro dado destacado pelo Palácio do Planalto foi o crescimento de cinco pontos percentuais na aprovação entre eleitores evangélicos, um segmento do eleitorado em que o presidente Lula sempre enfrentou dificuldades, que permanecem neste ano eleitoral.
Do lado do PL, a equipe de Flávio Bolsonaro reconhece que precisa sair da pauta negativa que se formou nas últimas semanas. Mesmo assim, o senador do PL do Rio segue em segundo lugar, com grande distância dos demais candidatos.
Aliados de Flávio Bolsonaro destacam que Ronaldo Caiado e Romeu Zema, outros candidatos de direita, não conseguiram melhorar suas posições. Por outro lado, esses aliados admitem que é preciso estancar esse processo de queda gradual de intenções de voto do filho do ex-presidente da República.
Um dado que preocupou o bolsonarismo é que a direita não-bolsonarista começa a flertar com outros candidatos. Principalmente Renan Santos, que passou a ter 11% da preferência destes eleitores nos cenários de primeiro turno. Lula fica com 10% e Ronaldo Caiado tem 6%.
Governistas também voltaram a repetir uma frase frequentemente utilizada pelo presidente e por aliados próximos: a de que 2026 seria “o ano da colheita”, em referência aos resultados esperados após a implementação de políticas públicas e medidas econômicas adotadas ao longo do mandato.
Na avaliação do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), a manutenção da estratégia de comunicação do governo pode ampliar ainda mais a vantagem nas pesquisas.
“Se mantivermos a ofensiva mostrando o que tem sido feito de positivo nas questões sociais, econômicas e de garantia da soberania, além de manter a disputa política e ideológica, podemos definir no primeiro turno”, afirmou o parlamentar.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema
Divulgação e reprodução

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