Patrimônio de candidatos do PL tem o maior aumento em quatro anos; veja o ranking dos partidos

Patrimônio de candidatos do PL tem o maior aumento em quatro anos; veja o ranking dos partidos


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O PL foi o partido político com o maior aumento no patrimônio de todos os candidatos nas eleições de outubro, considerando todos os bens somados, em comparação a 2022. Os dados foram informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral no momento do registro da candidatura.
💰 Ao todo, a soma dos bens de todos os candidatos em todos os cargos nas eleições de 2026 é de R$ 31,1 bilhões. Este valor é 30% maior do que o registrado pelos candidatos que pleitearam uma vaga em 2022, cujo patrimônio somado era de R$ 23,9 bilhões.
🔎A relação de bens é uma autodeclaração obrigatória para o registro de candidaturas que visa dar transparência patrimonial aos eleitores. O candidato deve imóveis, veículos, ações e aplicações financeiras, entre outros. Os bens podem ser registrados pelo valor de compra em vez do preço atual de mercado.
Apenas o PL, partido do candidato à presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é responsável por 15,7% do valor total desses bens que somam R$ 4,9 bilhões, o maior entre todos os partidos. Esse valor é 184% maior do que o registrado pelos candidatos do partido em 2022, com R$ 1,7 bilhão. O aumento patrimonial dos candidatos foi de R$ 3,2 bilhões.
BENS TOTAIS POR PARTIDO
Apesar do grande aumento no patrimônio dos candidatos, a quantidade de nomes concorrendo pelo partido foi praticamente estável, de 1.629 para 1.636 candidatos.
💵 Com isso, o valor médio do patrimônio dos candidatos do partido também subiu, de R$ 1 milhão em 2022 para R$ 3 milhões em 2026. Assim, o partido saiu da sétima posição entre os partidos com a maior média e subiu para o segundo lugar.
Apesar de liderar a lista dos partidos com a maior soma de bens, 319 candidatos do partido declararam não possuir qualquer propriedade em seus nomes.
Por outro lado, apenas doze candidatos do partido são responsáveis por metade de toda a relação patrimonial do partido, totalizando R$ 2,5 bilhões.
O candidato com maior patrimônio no PL é Luiz Osvaldo Pastore, empresário e primeiro suplente na chapa do senador Eduardo Gomes (PL-TO), na disputa para a reeleição do Senado Federal. Ao todo, o empresário declarou ter R$ 677,7 milhões, o colocando em 3º lugar entre os candidatos mais ricos. Seu patrimônio varia de aplicações financeiras, obras de arte e participações em empresas.
Em seguida, aparece o candidato Wilson Picler, empresário, e também suplente, mas na chapa do ex-procurador da República, Deltan Dallagnol (Novo-PR), na disputa para a o Senado no Paraná.
Picler declarou um patrimônio de R$ 478,7 milhões. Quase metade do seu patrimônio se deve a participações no Centro Universitário Internacional (Uninter), fundado por ele.
Demais partidos
O partido que teve o maior aumento proporcional em relação a soma dos bens de seus candidatos foi o partido Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), que apesar de ter reduzido o número de candidatos em relação a 2022 em 396 candidaturas, viu o montante total saltar de R$ 164 milhões para R$ 702 milhões, um aumento de 328%.
O aumento foi puxado, principalmente, por dois candidatos a deputados estaduais de Minas Gerais. Juntos, Antonio dos Reis Gonçalves Lerin e Sérgio Cassemiro declararam R$ 533 milhões em patrimônio, 76% dos valores relacionados ao partido.
Já o partido que lidera a maior média patrimonial de bens é o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), de Pablo Marçal, que puxou a média para cima já que são apenas 12 candidatos em todo o país e um patrimônio de R$ 663,6 milhões.
Por outro lado, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) com 23 candidatos e um total de bens declarados de R$ 4,1 milhões, é o partido com a menor média de bens por candidatos dentre os 30 que estão concorrendo as eleições de outubro.
O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece apena na 20ª posição, com uma média de bens de R$ 714 mil para cada um dos seus 1.103 candidatos.
Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras
Marcelo Camargo/Agência Brasil

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