Parque Estadual Morro do Diabo: maior Mata Atlântica do interior SP | G1

Parque Estadual Morro do Diabo: maior Mata Atlântica do interior SP | G1

Lar de espécies como onça-pintada, bugio e tamanduá, o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), abriga 33.845 hectares de Mata Atlântica preservada, a maior do interior paulista.

Criada em 1941 para a conservação da floresta, a reserva é um verdadeiro santuário ecológico. Ériqui Inazaqui, gestor do parque, fala sobre a importância do bom estado de conservação do bioma para a fauna e a flora. Como exemplo, pode-se citar o mico-leão-preto, espécie dada como extinta na década de 1970 e redescoberta no Morro do Diabo.

A reserva possui a maior população do primata livre na natureza, com uma média de 1,2 mil indivíduos.

Mico-leão-preto é uma espécie dada como extinta na década de 1970 e que foi redescoberta no Morro do Diabo — Foto: Nosso Campo/TV TEM

Além da preservação, o parque é um grande polo ecoturístico no oeste paulista. As atrações diversas, como o ponto mais alto da região (uma torre de observação de 12 metros de altura), o montanhismo, as trilhas e as rotas de ciclismo, atraem mensalmente 2 mil visitantes.

Entre os visitantes, está Leonardo Nascimento Soares, professor de Geografia em uma escola de Presidente Epitácio (SP). Ele explica o valor do contato entre os alunos e o bioma ameaçado de extinção para estudos sobre conscientização e conservação ambiental.

Com um nome fora do convencional, o morro carrega diversas histórias sobre sua origem. A monitora ambiental Gabrielle Vilhena conta um pouco sobre três dessas lendas:

  • Devido às suas extremidades salientes, o morro formava o rosto do diabo quando visto de longe;
  • Após massacrar uma aldeia indígena, um grupo de bandeirantes foi morto e pendurado no topo do morro por caçadores, para não amaldiçoar a terra. Quando um segundo grupo os avistou no topo, sem ninguém por perto, concluiu que havia sido “obra do diabo”;
  • Quando Teodoro Fernando Sampaio mapeou o Rio Paranapanema, em 1886, passou por uma correnteza nomeada “correnteza do diabo”. Ao avistar o morro próximo do local, nomeou-o com o mesmo nome da correnteza.

Veja a reportagem exibida no programa em 26/07/2026:

Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista

VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo

Postagens relacionadas

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer cuca de banana com doce de leite | G1

Dieta puro grão para bezerros acelera ganho de peso e lucro | G1

GWM Haval H6 PHEV19 ainda vale? Veja o teste | G1