Paramount aumenta proposta pela Warner e pode mudar rumo do acordo com a Netflix | G1

Paramount aumenta proposta pela Warner e pode mudar rumo do acordo com a Netflix | G1

A nova oferta é o episódio mais recente de uma disputa que tem repercussão em Hollywood e nos meios de comunicação dos Estados Unidos, acompanhada de perto pelo presidente Donald Trump.

O conselho de administração da WBD afirmou que “é razoável esperar” que a proposta da Paramount resulte em uma oferta superior à atualmente firmada com a Netflix.

A Paramount elevou o valor para US$ 31 por ação da Warner, ante os US$ 30 anteriores. Considerando também a dívida da WBD, a transação é avaliada em cerca de US$ 110 bilhões.

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Além disso, a empresa se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a WBD teria de pagar à Netflix caso desista do acordo. A Paramount também prometeu uma compensação de US$ 7 bilhões à Warner se a operação não for concluída por entraves regulatórios.

A proposta da Netflix não inclui os ativos de televisão dos estúdios Warner Bros., como os canais CNN e Discovery, que seriam transferidos para uma nova empresa listada em bolsa caso o acordo com a plataforma de streaming seja fechado.

O conselho da WBD destacou que ainda não decidiu se a oferta da Paramount é melhor do que a da Netflix. Se a companhia optar pela proposta rival, a Netflix terá quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta.

As negociações com a Paramount seguem em andamento. A Netflix oferece US$ 83 bilhões por uma fusão mais restrita, mas pode aumentar o valor.

A Paramount é comandada por David Ellison, e a operação é financiada principalmente por seu pai, Larry Ellison, fundador da Oracle e aliado próximo de Donald Trump. O presidente declarou que pretende se “envolver” em qualquer decisão sobre a fusão.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia a oferta apresentada pela Netflix.

Caso a Paramount vença a disputa, a emissora CNN — alvo frequente de críticas de Trump — passaria ao controle da família Ellison. A empresa já havia sido criticada após a compra da CBS, operação que teria resultado em mudanças mais alinhadas ao governo Trump.

Em entrevista à BBC Radio 4, o diretor-executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou: “Este é um acordo comercial. Não é um acordo político.”

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