➡️ As reservas estratégicas são estoques de petróleo mantidos pelos países para serem usados em situações de emergência, como interrupções no fornecimento de energia.

Agora no g1
Por que o preço do diesel subiu
A crise no mercado de diesel está relacionada à redução do fluxo de petróleo e derivados no comércio internacional.
Os conflitos entre Estados Unidos e Irã e entre Rússia e Ucrânia afetaram a oferta de petróleo, pressionando os preços.
O impacto já chegou aos postos de combustíveis. No Reino Unido, o preço do diesel subiu 40% desde o início da guerra entre EUA e Irã e atingiu nesta sexta-feira (2) o equivalente a duas libras por litro, cerca de R$ 14.
A alta não afeta apenas motoristas. O diesel é usado no transporte de cargas e na produção agrícola, por exemplo, e o aumento do custo pode ser repassado para outros produtos e serviços.
G7 decide liberar reservas
O G7, grupo que reúne Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, convocou uma reunião de emergência para discutir a crise no mercado de energia.
Segundo o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, a liberação será imediata, com uma quantidade maior sendo disponibilizada nos primeiros 20 dias. A medida deve durar quatro meses.
O anúncio ocorreu em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que países europeus também liberassem parte de suas reservas. Trump vinha ameaçando reduzir as exportações americanas caso os aliados não aumentassem sua contribuição para ampliar a oferta de combustíveis.
A União Europeia criticou a possibilidade de redução das exportações americanas. Segundo o bloco, uma medida desse tipo poderia prejudicar o mercado internacional.
Trump comemorou nas redes sociais o anúncio do G7.
Os 100 milhões de barris são adicionais?
O G7 não informou se os 100 milhões de barris anunciados na sexta-feira (2) fazem parte dos 75 milhões que ainda faltavam para cumprir o compromisso de 400 milhões de barris assumido em março ou se representam um volume adicional.
A dúvida é relevante porque, até agora, os países já liberaram 325 milhões de barris, segundo a IEA.