Ouro encosta em US$ 5 mil com tensões entre EUA e Irã e incerteza sobre juros | G1

Ouro encosta em US$ 5 mil com tensões entre EUA e Irã e incerteza sobre juros | G1

A alta reflete a busca de investidores por ativos considerados mais seguros, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a incertezas sobre a política monetária americana.

O ouro à vista avançou 0,4%, cotado a US$ 4.958,75 por onça, após ter subido 6% na sessão anterior. Já os contratos futuros do metal nos EUA, com vencimento em abril, registraram alta de 1%, negociados a US$ 4.983,49 por onça.

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o movimento é resultado de uma combinação de fatores.

“Há uma soma de riscos impulsionando a demanda, incluindo dúvidas sobre a independência do banco central americano e o aumento das tensões geopolíticas”, afirmou Nitesh Shah, estrategista de commodities da WisdomTree.

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O episódio ocorreu enquanto diplomatas tentavam viabilizar negociações nucleares entre os dois países.

O ouro vem se recuperando após uma forte correção recente. Na segunda-feira, o metal acumulou queda próxima de 10%, prolongando as perdas da sexta-feira anterior, no maior recuo em dois dias em décadas.

A pressão foi intensificada pela indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed e pelo aumento das exigências de margem para contratos futuros pela CME. Apesar da volatilidade, o ouro ainda acumula valorização superior a 17% no ano.

Em busca de pistas

Agora, o mercado aguarda a divulgação do relatório de emprego do setor privado nos EUA (ADP), prevista para mais tarde. O dado pode oferecer pistas sobre os próximos passos da política de juros do Fed. Atualmente, investidores projetam ao menos dois cortes de juros em 2026.

“Com a expectativa de novos cortes de juros, o ambiente tende a favorecer o ouro”, afirmou à Reuters Giovanni Staunovo, analista do UBS. Segundo ele, os preços do metal devem subir ao longo do ano.

Como o ouro não oferece rendimento, ele costuma se tornar mais atrativo quando os juros estão baixos ou em queda.

Entre outros metais preciosos, a prata à vista subiu 3,58%, cotada a US$ 88,20 por onça. No início da semana, o metal havia recuado para a mínima de um mês, a US$ 71,33, após ter alcançado um recorde histórico de US$ 121,64 na semana passada.

A platina avançou 0,74%, para US$ 2.225,20 por onça, enquanto o paládio subiu 0,48%, a US$ 1.767.

Imagem de barra de ouro em foto de arquivo — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo

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