Parte dos materiais apreendidos na operação
Polícia Civil/Montagem g1
Uma investigação de uma tentativa de homicídio ajudou a identificar uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas e era chefiada pelo porteiro de uma escola em Bocaiuva. O grupo foi alvo da operação Água Turvas, realizada nesta terça-feira (16).
Seis pessoas foram presas em flagrante na ação, entre elas, os gerentes do esquema criminoso, que atuava no bairro Cachoeirinha e tinha ramificações na cidade de Francisco Dumont. Durante o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, foram recolhidos seis veículo, drogas, dinheiro e uma arma.
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Segundo as informações do delegado Telles Bustorff, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a investigação da tentativa de homicídio teve início em 2025. Um comerciante foi agredido por não aceitar que o grupo usasse o estabelecimento dele para a venda de drogas.
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“O chefe dessa organização, juntamente com o gerente que foi preso hoje em flagrante por tráfico de drogas e um menor, agrediram esse senhor e só não ocasionaram o óbito dele porque foram impedidos por terceiros”, detalhou o delegado.
A vítima ficou 45 dias hospitalizada e continuou recebendo ameaças após ter alta médica.
“Durante a investigação do caso de tentativa de homicídio, identificamos que os envolvidos possuíam um padrão de vida incompatível com a renda declarada. O chefe da organização era porteiro de uma escola e possuía carros de luxo, várias casas na cidade de Bocaiuva e diversos terrenos. Diante disso, iniciamos uma investigação financeira relacionada ao tráfico de drogas, já que a tentativa de homicídio estava diretamente ligada ao tráfico”, disse Telles Bustorff.
Com o andamento da apuração, a PCMG identificou a atuação do grupo, que tinha divisão de tarefas e funções. A investigação apontou que diversos imóveis eram usados como pontos de apoio para armazenamento, fracionamento e distribuição de entorpecentes.
Por conta da movimentação financeira suspeita, o delegado solicitou à Justiça a expedição dos mandados. As buscas contaram com o apoio de cães farejadores da PCMG, que ajudaram a apreender drogas em terrenos vizinhos aos locais onde os investigados moravam.
“O chefe da organização comandava todo o bairro, que era oprimido por sua atuação. Ele cooptava adolescentes para praticar o tráfico. Comerciantes que não quisessem cooperar eram ameaçados, e as pessoas viviam nessa situação de medo.”
O homem mencionado pelo delegado foi detido no final do ano passado em decorrência de uma condenação por tráfico de drogas. Após a prisão, o gerente do grupo assumiu o controle do esquema criminoso.
“O cumprimento dessas medidas judiciais busca não apenas reunir novos elementos probatórios, mas também enfraquecer financeiramente a organização, atingindo recursos e patrimônios que, em tese, foram constituídos a partir da atividade criminosa”, afirmou Telles Bustorff.
As investigações continuam.
Policiais durante operação em Bocaiuva
Polícia Civil
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Operação mira organização criminosa chefiada por porteiro de escola em Bocaiuva
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