Opep reduz previsão de crescimento de consumo global por petróleo em 2026 | G1

Opep reduz previsão de crescimento de consumo global por petróleo em 2026 | G1

A Opep reduziu nesta quarta-feira (13) sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, juntando-se a outras instituições, como a Agência Internacional de Energia (IEA), que também cortaram suas expectativas devido à guerra com o Irã.

A demanda global deve ficar, em média, em 104,57 milhões de barris por dia no segundo trimestre, abaixo da previsão de 105,07 milhões de barris por dia divulgada no mês passado.

O relatório anterior já havia reduzido a estimativa para o segundo trimestre em 500 mil barris por dia.

O grupo vê um impacto menor sobre a demanda do que a IEA, que, mais cedo, aumentou sua estimativa de queda no consumo de petróleo neste ano. A Opep afirmou que o consumo deve se recuperar mais adiante e elevou sua previsão de crescimento da demanda para 2027.

A guerra fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma rota global estratégica para o petróleo, reduzindo milhões de barris da produção do Oriente Médio e provocando uma disparada nos preços dos combustíveis.

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A alta está afetando consumidores e empresas, além de levar governos a adotarem medidas para preservar os estoques.

“O crescimento econômico global continua mostrando resiliência neste ano, apesar das tensões geopolíticas, particularmente no Oriente Médio”, afirmou a Opep, mantendo inalteradas suas previsões para o crescimento da economia.

Para 2027, a Opep espera que a demanda por petróleo aumente em 1,54 milhão de barris por dia, alta de 200 mil barris por dia em relação à previsão anterior.

A Opep+, grupo que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, havia concordado em retomar os aumentos de produção a partir de abril, mas o fechamento do Estreito de Ormuz tornou impossível cumprir o acordo. O relatório afirmou que a produção caiu ainda mais em abril.

A produção de petróleo bruto da Opep+ ficou em média em 33,19 milhões de barris por dia em abril, queda de 1,74 milhão de barris por dia em relação a março, segundo o relatório, que cita fontes secundárias usadas pela Opep para monitorar sua produção.

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