No G7, Lula diz que esforço contra crime organizado deve respeitar soberania dos países

No G7, Lula diz que esforço contra crime organizado deve respeitar soberania dos países


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (16) que a atuação contra o crime organizado deve respeitar a soberania dos países nos quais as facções estão instaladas.
O petista deu a declaração ao participar da reunião do G7 em Évian-les-Bains, na França, na manhã desta terça. O discurso lido por Lula no encontro – que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – foi divulgado pelo Palácio do Planalto.
A fala de Lula ocorre dias depois de entrar em vigor a decisão do Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
“O desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço [contra o crime transnacional] deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados”, disse Lula.
Lula e Trump posam para foto, mas não se cumprimentam
Lula se reúne com líderes no G7 em cúpula na França
“A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo. Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas”, completou o petista.
🔎 O G7 é um grupo das principais economias do mundo que se reúne para discutir temas globais, como comércio, guerra, clima e segurança. É um fórum político – não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência.
Durante o discurso, Lula também afirmou que “o neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias”.
“Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, afirmou o petista.
O presidente brasileiro também afirmou que os países detentores de minerais críticos, caso do Brasil, devem participar diretamente do aproveitamento dos recursos por meio da transferência de tecnologia e da capacitação de pessoal, levando-se em conta as suas necessidades.
Lula posa para foto com líderes do G7 na França
Ricardo Stuckert/ Presidência da República

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