A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, conduziu a coletiva e detalhou os dados de desempenho.
Ao todo, o CNU 2025 registrou 761.545 inscritos. Os índices de abstenção chamaram atenção: 42% dos candidatos faltaram à primeira prova, e 21% não compareceram à segunda etapa.
Embora a taxa ainda seja considerada alta, houve melhora em comparação com o CNU 1, que havia registrado 54% de faltas.
Os dados consolidados também mostraram a predominância feminina entre os participantes: 60% dos inscritos eram mulheres. Além disso, 33% concorreram por vagas reservadas a políticas de ação afirmativa.
A edição recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades.
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Perfil das pessoas aprovadas
O governo divulgou ainda os primeiros recortes sobre quem conseguiu aprovação para as 3.649 vagas ofertadas em 32 órgãos:
- Foram selecionadas pessoas de 578 cidades de todos os 27 estados, o que reforça o caráter nacional da seleção.
- 40,5% das pessoas aprovadas pertencem aos grupos de pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência — um avanço em relação ao CPNU anterior, que registrou 33,6% nesse segmento.
- 48,4% das pessoas aprovadas são mulheres, percentual superior ao registrado no CPNU 1, que havia sido de 37%.
Segundo o balanço, os aprovados estão distribuídos por todas as regiões do país: 34,5% são do Sudeste, 29,3% do Nordeste, 25,3% do Centro-Oeste, 5,7% do Sul e 5,2% do Norte.
Ao todo, houve aprovação de pessoas que realizaram a prova em 196 cidades — um recorte dentro das 228 localidades que sediaram a aplicação do CNU 2.
CNU 2025: veja perfil dos aprovados e próximos passos — Foto: Reprodução/Youtube
Ainda segundo o governo, o concurso recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades.
A proposta central da seleção — ampliar o acesso, padronizar regras e democratizar a entrada no serviço público federal — foi destacada como um dos pilares da edição.
A organização do CNU 2 foi conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A execução das provas e fases do concurso foi responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Concurso Unificado integra um esforço de recomposição da força de trabalho federal. Desde 2023, políticas públicas foram reativadas após a reconstrução das capacidades estatais, de acordo com o MGI.
No campo da recomposição, o governo aponta saldo positivo de 2.835 vagas desde 2023. E projeta que, entre 2026 e 2030, cerca de 70 mil servidores devem se aposentar, aumentando a necessidade de novas seleções.
Esther Dweck reforçou que a reposição de pessoal tem impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população. Segundo a pasta:
- Houve avanços em emprego, renda, saúde, assistência e planejamento público graças à recomposição das equipes.
- Mais profissionais estão atuando em políticas sociais, econômicas, regulatórias e na segurança pública.
Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU — Foto: Ministério da Gestão e Inovação