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Mulher é internada após plug anal ficar preso no intestino; médicos alertam para riscos no uso do acessório

por Gilberto Cruz
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Mulher é internada após plug anal ficar preso no intestino; médicos alertam para riscos
Uma mulher precisou ser internada após um plug anal ficar preso no intestino. O objeto havia sido introduzido por ela na tentativa de aliviar a constipação, mas acabou “subindo” e não pôde ser retirado manualmente. Médicos alertam sobre os riscos na forma de uso desse tipo de sex toy.
➡️ O que é o plug anal? O plug é um acessório desenvolvido para ser introduzido no ânus e pode ter diferentes formatos e funções. Ele pode ser usado como um estimulador da região anal na hora do sexo ou como um dilatador. No segundo caso, as pessoas passam algumas horas usando o sex toy para dilatar a musculatura e facilitar na hora do sexo.
Raio-x mostra paciente com plug anal “sugado” pelo intestino
Arquivo pessoal
O caso foi atendido pelo cirurgião coloproctologista Daniel Brosco. Segundo o médico, a paciente contou que, na verdade, estava usando o sex toy para ajudar com a constipação intestinal, e não com finalidade sexual. O médico alerta que isso é contraindicado.
“A paciente contou que colocou o objeto no ânus por volta das 7h. Pouco mais de duas horas depois, ao sentar, percebeu que ele tinha subido e precisou buscar atendimento médico”, explica o médico.
🔴 Como isso acontece? O intestino pode “sugar” esses objetos por causa dos movimentos peristálticos — contrações involuntárias responsáveis pelo funcionamento do órgão — ou pelo vácuo criado em áreas como o reto.
O médico explica que a paciente tinha um quadro de pólipos no intestino — quando a mucosa apresenta um crescimento anormal que pode evoluir para câncer. Com isso, a parede intestinal era mais sensível, aumentando o risco de perfuração.
Brosco afirma que ela passou pelo procedimento para retirada do objeto e passa bem, mas que o caso é um alerta sobre o uso desse tipo de brinquedo. O uso inadequado pode levar a complicações como lacerações, sangramentos e perfurações intestinais — especialmente em pacientes com condições prévias que tornam a mucosa mais sensível.
O médico explica que a região anal é uma importante zona erógena e pode ser explorada de forma segura.
“O ideal é buscar acessórios que tenham bases mais largas para evitar que subam, ou até mesmo uma corda, e que tenham pontas mais arredondadas para evitar perfurações. Se for usar, use com responsabilidade e procure alguém para te instruir”, orienta.
O que fazer para explorar a região anal de forma segura?
Use sempre lubrificação: o gel minimiza o atrito, a dor e o risco de lesões, que podem servir de porta de entrada para infecções.
Prefira objetos com travas ou cordas: acessórios específicos para uso anal devem possuir uma base que impeça que o objeto “suba” para o reto.
Não improvise: o uso de objetos não destinados a esse fim (como garrafas, alimentos ou peças de móveis) é extremamente perigoso e pode causar infecções generalizadas e morte em caso de perfuração.
Cuidado com o tempo de uso: o uso prolongado (por horas) de plugs como “dilatadores” pode causar incontinência fecal, pois relaxa excessivamente a musculatura do esfíncter.
Em caso de acidente, não use laxantes: a contração intestinal causada pelo medicamento pode empurrar o objeto ainda mais para cima ou causar uma perfuração.
Sexo anal seguro
🔴 O primeiro ponto é o uso de lubrificantes, já que a área não tem lubrificação natural. Mais do que aumentar o prazer, o gel reduz o atrito, diminui o risco de dor e de lesões e ajuda a evitar pequenas feridas, que podem facilitar a transmissão de infecções.
🔴 Outro tema levantado por especialistas é a higiene antes da relação, conhecida popularmente como “chuca”, nome dado à limpeza interna do ânus e do reto. Muitas pessoas adotam essa prática para evitar situações constrangedoras, mas ela deve ser feita com cautela.
Segundo os médicos, um dos principais riscos está em introduzir objetos no ânus para a limpeza, como a ducha do chuveiro, objetos pontiagudos ou garrafas — o que é totalmente contraindicado.
Os proctologistas reforçam que a lavagem não é obrigatória. Mas, se for feita, deve usar a menor quantidade de água possível e sem pressão, para evitar que ela alcance o reto. Além disso, a prática não deve ser frequente, já que a região possui microrganismos importantes para o equilíbrio da flora intestinal e a saúde do intestino.

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