Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, renunciou nesta terça-feira (3) ao cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos (CEA) da Casa Branca.
A informação foi divulgada pela Reuters, com base em declaração de um porta-voz do governo. A agência também teve acesso à carta de renúncia.
Miran estava em licença não remunerada de seu cargo no CEA desde que o presidente Donald Trump o indicou, no ano passado, para preencher uma vaga na diretoria do Fed.
Na ocasião, ele substituiu a diretora Adriana Kugler, que renunciou repentinamente ao cargo no banco central americano. O mandato da vaga que ela ocupava estava previsto para terminar em 31 de janeiro.
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“Prometi ao Senado que, caso permanecesse no Conselho após janeiro, deixaria formalmente o Conselho de Assessores Econômicos”, afirmou Miran em carta de renúncia assinada nesta terça-feira.
“Acredito que seja importante cumprir minha palavra enquanto continuo a exercer a função no Federal Reserve para a qual fui nomeado por você e pelo Senado.”
Embora o mandato da vaga ocupada por Miran no Conselho do Fed tenha expirado em janeiro, ele pode permanecer em sua função no banco central até que um sucessor seja confirmado pelo Senado.
Aliado no Fed
Nas reuniões seguintes, Miran voltou a votar por cortes mais amplos, em linha com o desejo de Donald Trump de reduzir os juros no país.
Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos três indicações para a diretoria do Fed.
Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros.
* Com informações da agência Reuters