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Ministros do STF apostam no julgamento de Marielle para aliviar crise no tribunal

por Redação
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O julgamento do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes é visto por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma oportunidade para colocar a Corte num tema que tem apoio popular e aliviar o clima de crise dentro do tribunal.
O julgamento começa nesta terça-feira (24) pela Primeira Turma e vai concentrar as atenções do país no tribunal, dividido internamente por causa do inquérito do Banco Master.
Os ministros acreditavam que o Carnaval poderia amenizar o clima dentro do STF, mas a crise só fez piorar. Não adiantou a retirada da relatoria do Master de Dias Toffoli e sua transferência para André Mendonça.
A ação contra servidores da Receita Federal acusados de vazarem dados de ministros e parentes esquentou a temperatura novamente.
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Ficou ainda pior quando um líder sindical foi convocado a depor na condição de investigado depois de dar entrevistas e fazer críticas ao Supremo.
O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, fez críticas ao Supremo pela decisão de adotar medidas cautelares contra servidores numa fase preliminar de investigação, revelando seus nomes.
Também em busca de superar a crise criada pelas medidas consideradas exóticas adotadas pelo ex-relator do caso Master, Dias Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, arquivou pedido de suspeição do ministro.
Toffoli acabou sendo forçado a deixar a relatoria do caso depois que a Polícia Federal (PF) encaminhou relatório mostrando contatos do ministro com o banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro, o que podia se configurar conflito de interesses.
O STF também decidiu não investigar o vazamento e a suspeita de gravação das reuniões que levaram ao afastamento de Toffoli e à decisão de que não cabia a declaração de impedimento ou suspeição do ministro do caso Master.
Segundo ministros, uma investigação de uma suposta gravação das reuniões iria agravar o ambiente entre os magistrados, tornando a convivência muito complicada nos próximos meses.
Fachada do Supremo Tribunal Federal.
Gustavo Moreno/SCO/STF

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