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Ministro da Fazenda diz que família Bolsonaro fez

por Gilberto Cruz
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Durigan declarou que o mecanismo não está “em debate”, ou seja, que o governo brasileiro não se dispõe a negociar os termos do PIX.

“Mais uma vez, a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao PIX, e sobre a 301, e mais do que estar fora do debate, ele é símbolo da nossa soberania financeira, orgulho do país, do nosso povo. De fato, inovamos, geramos tecnologia cobiçada pelas regiões que querem um PIX. As pessoas usam com facilidade e interesses privados e particulares se sentem contrariados com essa abertura de meio de pagamento democrático”, declarou o ministro da Fazenda.

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  • De acordo com o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favorece o PIX e limita a atuação de concorrentes.
  • As críticas fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas.
  • Segundo o órgão, o governo brasileiro adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.

Defesa do PIX

Outras autoridades também saíram em defesa do PIX, como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

“O governo com muita transparência e não vai permitir jamais qualquer tema caro à soberania nacional como é o PIX, por exemplo, fique na mesa de negociação e não está na negociação, não há hipótese para isso. E nós vamos sempre possível demonstrar não atendo pro governo norte-americano orçamento do povo brasileiro qual a linha de esclarecimento e defesa do Brasil”, disse Marcio Elias Rosa.

Já Alckmin declarou que o Brasil recebe com indignação as críticas dos Estados Unidos, e que é injusta a proposta no que se refere ao PIX. “O PIX é um patrimônio nacional, uma conquista do povo, tecnologia a serviço da sociedade, economia, sem custos para população”, disse ele.

Recorde em 2025

Houve uma alta de 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências.

MOVIMENTAÇÕES DE RECURSOS PELO PIX

EM R$ TRILHÕES

Fonte: BANCO CENTRAL

Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.

“É essencialmente quase todo adulto no país”, disse o diretor do BC, na ocasião.

Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do PIX pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro.

“O governo com muita transparência e não vai permitir jamais qualquer tema caro à soberania nacional como é o PIX, por exemplo, fique na mesa de negociação e não está na negociação, não há hipótese para isso. E nós vamos sempre possível demonstrar não atendo pro governo norte-americano orçamento do povo brasileiro qual a linha de esclarecimento e defesa do Brasil”, disse Marcio Elias Rosa.

Novidades em estudo

  • Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano.
  • Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
  • Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central:

  • PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é “parcial”, focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.
  • PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, “recebíveis futuros”, ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
  • PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.

💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.

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