Região de Tabuleiro do Norte (CE) sofre com a seca. Mesmo que material seja petróleo, agricultor não deve enriquecer.
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O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal.
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O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água.
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No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído.
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Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto.
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O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
Água preta?
O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal. O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água.
“Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água. Tendo água é uma riqueza medonha”, diz o agricultor.
No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído. Por isso, cresce a importância dos poços artesianos.
Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto.
“Eu fiquei triste. Até briguei com minha esposa. O dinheiro foi embora. [Ficamos] sem água e sem dinheiro”, diz.
O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
A propriedade de Sidrônio fica a cerca de 10 km de áreas onde há exploração de petróleo.
Mesmo que seja petróleo, o agricultor não deve enriquecer. Isso porque o recurso pertence à União. O dono do terreno tem direito apenas a uma parte dos lucros.
Para Sidnei Moreira, filho de Sidrônio, a maior preocupação é outra: que o material contamine o solo usado para plantio.