Michelle Bolsonaro foi convencida a não se desfiliar do PL e disputa ao Senado está mantida, dizem aliadas | G1

Michelle Bolsonaro foi convencida a não se desfiliar do PL e disputa ao Senado está mantida, dizem aliadas | G1

Michelle já teria chegado com a decisão tomada de sair do comando do PL Mulher. Segundo aliadas, ela sentiu falta de solidariedade em relação aos ataques nas redes sociais.

“Ela estava muito desanimada com os ataques que recebeu. Chegamos a tirar a ficha de desfiliação da mão dela”, disse uma aliada.

Após o encontro, Michelle divulgou uma nota em que disse que dedicará seu tempo a cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Michelle Bolsonaro em postagem sobre Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução pessoal

A ex-primeira-dama se reuniu ainda com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do DF, Celina Leão, candidata à reeleição. Além disso, falou com dirigentes do PL mulher em diversos estados.

O clima de solidariedade e indignação de algumas delas demonstra a dificuldade de Michelle reconstruir a relação com o enteado, Flávio Bolsonaro, e apoiá-lo na campanha.

Segundo a ex-primeira-dama, a decisão foi tomada após uma reflexão com Bolsonaro sobre o momento vivido pela família.

“Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, diz Michelle.

O PL pretende lançar Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal. Na nota que divulgou nesta terça, ela não cita planos para as eleições deste ano.

Em nota, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que a ex-primeira-dama “passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando”, em referência a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde março.

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