O agente está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp. A Meta afirmou, sem dar detalhes, que planeja integrá-lo à sua linha de óculos inteligentes “em breve”.
O Muse foi projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo.
Os usuários poderão escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento.

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A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso do Muse, mas também levanta preocupações sobre os riscos para usuários e outras pessoas caso o agente execute ações indevidas.
Conhecido internamente como Hatch, o novo agente é considerado uma peça-chave no plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma “superinteligência pessoal” aos bilhões de usuários dos serviços da empresa.
Segundo Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, a empresa adiou o lançamento, inicialmente previsto para abril, para reforçar a segurança do produto.
Para a Meta, o tempo adicional de desenvolvimento permitiu que o agente atingisse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho.
“É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, disse Shah.
Resultados mistos
Nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados. Em alguns casos, o Muse conseguiu organizar a logística de viagens. Em outros, desconectou-se sem explicação ou enviou informações confidenciais sem permissão, segundo publicações internas vistas pela Reuters.
Uma pessoa afirmou que o Muse foi tão útil na organização de itinerários e transportes que o descreveu como “a terceira participante” de sua lua de mel.
Em outra publicação, um funcionário que havia pedido ao Muse que monitorasse ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado “muitas falhas que o tornavam pouco confiável”.
Segundo o funcionário, o produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento “sem motivo aparente”.
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, às vezes várias vezes em poucos minutos.
Outros funcionários relataram falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil.
A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre os casos relatados.