Messias e Alcolumbre se encontraram em Brasília e falaram de sabatina

Messias e Alcolumbre se encontraram em Brasília e falaram de sabatina


Advogado-geral da União Jorge Messias (à esq.) e presidente do Senado Davi Alcolumbre (à dir.)
Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, se encontraram na semana passada em Brasília e conversaram sobre a sabatina no Senado marcada para quarta-feira (29).
Segundo o blog apurou, no encontro, Alcolumbre e Messias conversaram sobre o cenário no Senado. Foi lembrado que as últimas sabatinas não tiveram placar com muita vantagem, como o caso de Paulo Gonet quando foi reconduzido ao cargo de procurador-geral da República em novembro do ano passado. Sua permanência na PGR teve a votação mais apertada desde a redemocratização, com 45 votos a favor e 26 contra.
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Interlocutores de Messias definem ao blog o encontro como um “reencontro de dois amigos”, afastados por “razões do destino” mas que tinham “certeza que se queriam bem logo que se encontraram”.
Interlocutores de Alcolumbre afirmam que ele não se comprometeu com votos para Messias, mas que garantiria um processo institucional.
Lula indicou o advogado-geral da União em novembro, mas só formalizou a indicação, enviando a mensagem ao Senado, em abril deste ano.
No dia 14 de abril, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), apresentou parecer favorável à indicação de Messias.
No documento, o relator apontou que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exerçam atividades públicas ou privadas relacionadas ao seu trabalho.
Sabatina na CCJ
A sabatina de Jorge Messias está marcada para quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Esta é a primeira etapa da tramitação do processo para que Messias preencha a vaga deixada por Barroso em outubro do ano passado, quando adiantou sua aposentadoria como ministro do STF.
A CCJ é composta por 27 senadores e, nesta etapa, Messias precisa ser aprovado por 14 deles. Se aprovado na CCJ, há a fase da análise no plenário. Quem decide quando a indicação é analisada no plenário é o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O escolhido por Lula precisa obter o voto favorável da maioria absoluta da Casa Legislativa, ou seja, 41 senadores. A votação é secreta.
Se a indicação for rejeitada, o presidente da República poderá escolher outro nome.
Já se a indicação for aprovada, a comunicação será feita ao Poder Executivo, a quem cabe oficializar a nomeação no Diário Oficial da União.

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