Em dezembro, a Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos e passou a exigir que plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat bloqueiem esse público.
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Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois que o país proibiu as plataformas de permitirem menores de idade.
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O número de jovens de 13 a 15 anos que usam o TikTok e o Snapchat, entre os aplicativos de mídia social mais populares entre os adolescentes australianos, caiu desde antes da proibição entrar em vigor em dezembro até fevereiro.
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Sob a proibição, as plataformas, incluindo Instagram, Facebook e Threads, da Meta, YouTube, TikTok e Snapchat, do Google, devem bloquear pessoas com menos de 16 anos ou enfrentar uma multa de até US$35 milhões.
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Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que o escritório estava ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos permaneciam nas mídias sociais.
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O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro.
Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters.
Adolescente com celular — Foto: BBC/Getty Images
Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo.
O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda.
“Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição”, disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro.
Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões.
Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais.
Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade… enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”.
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