Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa | G1

Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa | G1

Menores do que os pôneis tradicionais, os chamados mini-horses (minicavalos, em português) são criados principalmente como animais de estimação e, em muitos casos, vivem até mesmo em quintais de casas.

Atualmente, existem cerca de 9 mil minicavalos registrados no Brasil, e a maior parte dos compradores busca esses animais para companhia.

Foi o caso da veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo e realizou o sonho de ter um exemplar chamado Trovão.

A veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo, com seu mini-horse chamado Trovão. — Foto: Reprodução Globo Rural

Ela conta que sempre via vídeos da raça nas redes sociais e decidiu adquirir o animal quando passou a morar em uma casa com jardim.

Hoje, Trovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. Durante o dia, ele fica solto pelo quintal. À noite, permanece em um pequeno piquete e utiliza uma casinha para se abrigar da chuva.

Segundo a tutora, o gasto mensal com alimentação é de cerca de R$ 80. Além disso, é necessário recolher diariamente as fezes produzidas pelo animal.

Apesar dos cuidados, ela afirma que o mini-horse é dócil, amigável e se tornou um verdadeiro companheiro.

HTrovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. — Foto: Reprodução Globo Rural

Como surgiu o mini-horse

A origem dos pôneis remonta a milhares de anos. Em regiões com poucos recursos naturais, cavalos menores tiveram mais facilidade para sobreviver e se reproduzir, dando origem às diversas raças de pôneis existentes atualmente.

No Brasil, a raça mais difundida é o pônei brasileiro. Em 2002, criadores passaram a selecionar os menores exemplares para reprodução e introduziram animais da raça norte-americana Miniature Horse. O cruzamento deu origem ao mini-horse brasileiro.

A principal diferença entre as duas raças está no tamanho e na conformação corporal.

Enquanto o pônei pode medir até 1,15 metro de altura, o mini-horse tem limite de 89 centímetros para machos. Além disso, os criadores buscam animais mais proporcionais, com pescoço, cabeça e corpo mais leves, lembrando um cavalo em miniatura.

Criação de minicavalos

Na zona rural do mesmo município, em um sítio de apenas um hectare, vive Rogério Andrade, que encontrou na criação desses animais o principal sustento da família.

O interesse por equinos começou ainda na infância, quando ganhou o primeiro pônei aos 12 anos. Já adulto, decidiu investir na criação do mini-horse, raça que ajudou a desenvolver no Brasil.

Na propriedade de Rogério, a reprodução é feita por monta natural. O plantel reúne 25 éguas, três garanhões e cerca de 20 filhotes com até um ano de idade.

Segundo o criador, o custo mensal de manutenção de cada animal gira em torno de R$ 300, incluindo alimentação, vacinas e mão de obra.

A dieta é semelhante à de cavalos de grande porte, mas em quantidades menores. Enquanto um cavalo de aproximadamente 400 quilos consome até quatro quilos de ração por dia, um mini-horse adulto pesa cerca de 100 quilos e ingere aproximadamente um quilo diário, além de capim e suplementação mineral.

Os animais são vendidos após o desmame, por volta dos seis meses de idade.

O preço varia conforme o porte e a pelagem. Os machos custam, em média, R$ 6 mil, enquanto as fêmeas são comercializadas por cerca de R$ 8 mil.

Antes da entrega, passam por banho, tosa higiênica e casqueamento. Por serem pequenos, podem ser transportados na carroceria de uma caminhonete.

Com o aumento da procura, Rogério afirma que a atividade deixou de ser apenas um hobbie e se transformou em seu principal negócio.

Na avaliação dele, a raça exige relativamente pouco espaço, tem custo de manutenção acessível e apresenta boa demanda, fatores que impulsionam o crescimento do mercado.

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