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Lula diz estar ‘triste’ com decisão do BC de reduzir taxa de juros em ‘só’ 0,25 ponto percentual

por Gilberto Cruz
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que está “triste” com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual apenas.
O petista deu a declaração durante um evento do governo federal em São Paulo, um dia após a reunião do Copom que reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira diminuição desde maio de 2024.
Lula disse que esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual, e lamentou a decisão do colegiado do Banco Central, que considerou os impactos da guerra no Irã para fixar a redução.
“Hoje é um dia que eu poderia estar mais feliz, mas eu estou triste. Estou triste, Fernando Haddad, porque eu esperava que o nosso Banco Central abaixasse o juros em pelo menos 0,5, e abaixou só 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Porra, essa guerra até no nosso Banco Central, não é possível”, criticou Lula.
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“Nós estamos fazendo um sacrifício, que vocês não têm noção, pra fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar os salários, vocês não têm noção. O Haddad vai passar para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso do país, porque ele conseguiu aprovar uma reforma tributária que há 40 anos se esperava”, acrescentou o presidente.
🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

A decisão do Copom
Na decisão sobre a redução da Selic, o Copom afirma que, no cenário atual, diz que é necessário reunir informações que permitam aumentar a clareza “sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.
O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Irã — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.
A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.
Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam “direta e indiretamente” a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos.
O presidente Lula durante evento do governo federal em São Paulo
Reprodução/CanalGov

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