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Lucro da Petrobras dispara 200% e passa de R$ 110 bilhões em 2025 | G1

por Redação
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Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.

De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.

“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.

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Produção e geração de caixa

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2025, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

Com isso, o fluxo de caixa operacional — dinheiro gerado pelas operações regulares da empresa — chegou a R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões) no ano.

Segundo o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da companhia, Fernando Melgarejo, o resultado reflete a estratégia da empresa de ampliar a produção com disciplina de capital.

“Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa”, afirmou.

Investimentos

A Petrobras informou que investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) em 2025, valor dentro da faixa prevista pela companhia para o período.

A maior parte dos recursos foi destinada ao segmento de exploração e produção, que respondeu por cerca de 84% dos investimentos. O montante incluiu a aceleração de projetos e o avanço de unidades de produção em campos do pré-sal.

Entre os fatores que contribuíram para o aumento da produção estão:

  • início da operação e aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias;
  • manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba;
  • ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão;
  • maior eficiência operacional na Bacia de Santos (UN-BS) e no campo de Búzios.

As novas unidades adicionaram 585 mil barris por dia de capacidade nominal de produção operada pela Petrobras, segundo a companhia.

Exportações recordes

A estatal também informou que as exportações de petróleo atingiram recorde anual, com média de 765 mil barris por dia.

No quarto trimestre de 2025, o volume chegou a 999 mil barris por dia, o maior nível já registrado em um trimestre.

Impactos cambiais e indicadores

Outro fator que influenciou o resultado do ano foi a valorização do real frente ao dólar, que gerou impacto positivo nas contas da companhia.

Desconsiderando efeitos cambiais e outros eventos considerados exclusivos do período, o lucro líquido teria sido de R$ 100,9 bilhões (US$ 18,1 bilhões).

O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 244,3 bilhões (US$ 43,8 bilhões), também sem eventos extraordinários.

A dívida bruta da Petrobras encerrou 2025 em US$ 69,8 bilhões. Segundo a empresa, o valor foi impactado principalmente pela inclusão de contratos de afretamento de plataformas na contabilidade da dívida.

Dividendos e tributos

O conselho de administração da Petrobras aprovou o envio à assembleia de acionistas de uma proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos, referente ao quarto trimestre de 2025. Os pagamentos estão previstos para maio e junho de 2026.

No total, a companhia informou ter distribuído R$ 45,2 bilhões em proventos ao longo de 2025, sendo R$ 17,6 bilhões destinados ao grupo de controle.

A Petrobras também informou que pagou R$ 227,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios no ano passado.

Além disso, cerca de R$ 2 bilhões foram destinados a investimentos socioambientais, patrocínios e doações.

Reservas e refino

Em 2025, a empresa informou ter incorporado 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas, alcançando um índice de reposição de reservas de 175%, mesmo com produção recorde.

A relação entre reservas provadas e produção, indicador conhecido como R/P, ficou em 12,5 anos.

No refino, o parque da companhia operou com fator de utilização total de 91%, com diesel, gasolina e querosene de aviação representando 68% da produção total de derivados.

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