Cúpula do Senado Federal e prédio do Congresso Nacional durante o amanhecer.
Pedro França/Agência Senado
Nas eleições gerais realizadas no domingo (4), os eleitores brasileiros escolheram, diretamente, cinco líderes religiosos para ocupar assentos no Poder Legislativo.
Três candidatos foram eleitos para as assembleias estaduais: um em Goiás e dois em Santa Catarina. Outros dois foram eleitos para deputado federal, ambos pelo estado de Minas Gerais. São eles:
Deputados estaduais:
Cardoso, deputado estadual eleito pelo Republicanos em GO, já foi coordenador político da Igreja Universal no estado;
Sergio Motta, deputado estadual eleito pelo Republicanos em SC. É presidente estadual do Republicanos Santa Catarina e irá para o seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa do estado;
Padre Pedro, deputado estadual eleito pelo PT em SC. Indo para o seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o deputado também já foi prefeito de Guaraciaba, município no estado.
Deputados federais
Padre João, deputado federal eleito pelo PT em MG. Sacerdote católico, já foi deputado estadual em Minas Gerais. Está indo para o seu quinto mandato na Câmara dos Deputados;
Lincoln Portela, deputado federal eleito pelo PL em MG. É pastor evangélico e exerce mandatos consecutivos na Câmara desde 1999.
Apesar de ambos terem sido eleitos na mesma unidade federativa, Sergio Motta e Padre Pedro fazem parte de siglas de posicionamento político praticamente oposto. O mesmo aconteceu com Padre João e Lincoln Portela.
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Suplentes
Outros 43 nomes de líderes religiosos estão na lista do Legislativo: são os suplentes. Ou seja, dos 48 líderes religiosos eleitos para o Legislativo estadual e federal, 5 foram eleitos diretamente, e 43 ficaram na suplência.
🔎Suplente é o candidato que não foi eleito, mas ficou na lista de espera do partido ou federação. Ele pode assumir a vaga caso um titular deixe o cargo, seja afastado ou passe a exercer outra função. Ou seja, os suplentes a deputado federal e estadual/distrital são suplentes do partido, e não de uma candidatura específica, como no Senado.
Dos 43 suplentes, 18 são de deputado federal e 25 são de deputado estadual ou distrital (21 estaduais e 4 distritais). Veja quem são abaixo:
Suplentes de deputado federal:
Pastor Café, deputado federal suplente pelo Avante na Bahia;
Apóstolo Carlos Brunildo, deputado federal suplente pelo Republicanos no Ceará;
Bispa Vanessa Lima, deputada federal suplente pelo MDB no Ceará;
Pastor Iremar, deputado federal suplente pelo MDB no Ceará;
Pastora Gizelle Teles, deputada federal suplente pelo Podemos em Goiás;
Dani Linhares, deputada federal suplente pelo Republicanos em Minas Gerais;
Flamarion Rolando, deputado federal suplente pelo PSD em Minas Gerais;
Pastor Claudio Mariano, deputado federal suplente pelo União no Pará;
Pastor Elias Barros, deputado federal suplente pelo PL no Pará;
Mauricio Carvalho, deputado federal suplente pelo PP no Rio de Janeiro
Mãe Manu da Oxum, deputada federal suplente pelo Solidariedade no Rio de Janeiro;
Pastor Paulo Anderson, deputado federal suplente pelo MDB no Rio de Janeiro;
Pastor Pedrão, deputado federal suplente pelo Novo no Rio de Janeiro;
Pastor Wagner Avellar, deputado federal suplente pelo PT no Rio de Janeiro;
Pastor Valadares, deputado federal suplente pelo Podemos em Rondônia;
Pastor Jean Galvão, deputado federal suplente pelo Podemos no Rio Grande do Sul;
Débora Parisotto, deputada federal suplente pelo UNIÃO em Santa Catarina;
Padre Kelmon, deputado federal suplente pelo PL em São Paulo.
Suplentes de deputado estadual:
Pastor João Luiz, deputado estadual suplente pelo PSDB em Alagoas;
Pr. Lins, deputado estadual suplente pelo PL na Bahia;
Tárcito Vivas, deputado estadual suplente pela Rede na Bahia;
Apóstolo Luiz Henrique, deputado estadual suplente pelo MDB no Ceará;
Pastor Francisco Gomes, deputado estadual suplente pelo PL no Ceará;
Missionária Gilda, deputada estadual suplente pelo União em Goiás;
Pastor Célio Henrique, deputado estadual suplente pelo União no Maranhão;
Sheyk Fernando Carim, deputado estadual suplente pelo Avante em Minas Gerais;
Padre Sebastião, deputado estadual suplente pelo PSD em Mato Grosso;
Naldo Nunes, deputado estadual suplente pelo Republicanos no Pará;
Pastor André Oliveira, deputado estadual suplente pelo MDB em Pernambuco;
Baba Rodrigo, deputado estadual suplente pelo Solidariedade no Rio de Janeiro;
Josué de Oliveira, deputado estadual suplente pelo Democracia Cristã no Rio de Janeiro;
Mãe Maria de Xangô, deputada estadual suplente pela Rede no Rio de Janeiro;
Apóstolo Helton, deputado estadual suplente pelo PL em Roraima;
Pastora Edna, deputada estadual suplente pelo PL em Roraima;
Rodrigo Ipê, deputado estadual suplente pelo MDB no Rio Grande do Sul;
Parisotto, deputado estadual suplente pelo União em Santa Catarina;
Pastor Foppa, deputado estadual suplente pelo Republicanos em Santa Catarina;
Pastor Napoleão Bonaparte, deputado estadual suplente pelo União em Santa Catarina;
Elias de Madureira, deputado estadual suplente pelo PL em São Paulo.
Suplentes de deputado distrital:
Alessandro Paiva, deputado distrital suplente pelo PL no DF;
João Alexandre, deputado distrital suplente pelo PL no DF;
Pastor Anderson Silva, deputado distrital suplente pelo PSD no DF;
Pr. João de Deus, deputado distrital suplente pelo Podemos no DF.
Entre os líderes religiosos suplentes, prevalecem as candidaturas do PL (9), seguidos do União e Republicanos, com 6 suplentes cada.
Além disso, o Sudeste e o Nordeste juntos têm 24 dos 43 suplentes, mais da metade. O estado do Rio de Janeiro lidera, com 8 suplentes, seguido do Ceará, com 5, e do Distrito Federal e Santa Catarina, ambos com 4.
Comparação com eleições anteriores
Em 2022, o Brasil registrou mais candidaturas de líderes religiosos do que em 2026, quando eles somaram 67. Foram 111 ao todo, dos quais 8 foram eleitos diretamente (3 deputados federais e 5 deputados estaduais) e 56 ingressaram como suplentes (41 suplentes estaduais, 1 suplente distrital e 14 suplentes federais). Além disso, houve uma candidatura a presidente, do Padre Kelmon, pelo PTB. Hoje, o político foi eleito deputado federal suplente pelo PL em São Paulo.
Já na eleição anterior, em 2018, o volume de candidaturas de líderes religiosos também foi superior ao de 2026. Com um total de 112 candidatos, 7 foram eleitos diretamente (5 deputados estaduais e 1 deputado federal). Houve 87 suplentes: 67 estaduais e 15 federais. Além disso, 3 líderes religiosos se candidataram ao Senado, mas nenhum deles foi eleito.
Para fazer este levantamento, o g1 levou em consideração as candidaturas cuja ocupação autodeclarada foi de “Sacerdote ou Membro de Ordem ou Seita Religiosa”, conforme as classificações do Tribunal Superior Eleitoral.
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