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Ipsos: 49% consideram crime e violência as principais preocupações no Brasil

por Redação
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Pesquisa Ipsos divulgada nesta sexta-feira (27) aponta que crime e violência continuam a ser a principal preocupação dos brasileiros. Em relação à pesquisa anterior, houve uma mudança no segundo lugar: a corrupção aparece à frente de saúde.
49% dos entrevistados apontaram crime e violência como principal preocupação. Houve uma variação de 8 pontos percentuais na comparação com o levantamento de janeiro.
“No caso da violência, o avanço dialoga diretamente com a repercussão de episódios recentes que dominaram o debate público. Os números recordes de feminicídio reforçaram a percepção de insegurança, sobretudo entre mulheres. Soma-se a isso a ampla mobilização em torno do caso do cachorro Orelha, que, embora de natureza distinta, também alimentou discussões sobre violência e brutalidade”, avalia o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura.
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Os dados da pesquisa, divulgada com exclusividade pelo g1, mostram que 40% citaram a corrupção. A pesquisa Ipsos entrevistou 1.000 pessoas entre 16 e 74 anos entre 23 de janeiro e 6 de fevereiro.
Veja os números:
Crime e violência: 49% (eram 41% em janeiro, 45% em dezembro e 52% em novembro)
Corrupção: 40% (33% em janeiro, 36% em dezembro e 34% em novembro)
Saúde: 38% (36% em janeiro, 34% em dezembro e 36% em novembro)
Pobreza e desigualdade social: 34% (33% em janeiro, 31% em dezembro e 38% em novembro)
Impostos: 27% ( 28% em janeiro, 27% em dezembro e 25% em novembro)
Educação: 22% ( 19% em janeiro, 22% em dezembro e 22% em novembro)
Inflação: 21% ( 26% em janeiro, 24% em dezembro e 23% em novembro)
Desemprego: 15% ( 16% em janeiro, 15% em dezembro e 16% em novembro)
Ameaças contra o meio ambiente: 10% ( 11% em janeiro, 13% em dezembro e 9% em novembro)
Mudança climática: 10% (18% em janeiro, 14% em dezembro e 12% em novembro)
Ascensão do extremismo: 8% ( 9% em janeiro, 9% em dezembro e 9% em novembro)
Declínio moral: 4% (5% em janeiro, 5% em dezembro e 4% em novembro)
Conflito militar entre nações: 3% ( 3% em janeiro, 3% em dezembro e 2% em novembro)
Manutenção de programas sociais: 2% ( 3% em janeiro, 4% em dezembro e 3% em novembro)
Coronavírus (Covid-19): 2% (3% em janeiro, 2% em dezembro e 2% em novembro)
Terrorismo: 2% (3% em janeiro, 4% em dezembro e 5% em novembro)
Acesso ao crédito: 1% (2% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro)
Controle de imigração: 1% (1% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro)
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“No caso da corrupção, as investigações do escândalo do Banco Master e da fraude do INSS seguem dando visibilidade a esse problema crônico do país. Ambas as preocupações, se olharmos os últimos 12 meses, subiram 11 pontos quando comparadas a fevereiro de 2025” diz o CEO da Ipsos.
Preocupações mundiais
Crime e violência (33%) e inflação (29%) continuam como a primeira e a segunda preocupações dos entrevistados em outros países.
Foram entrevistados 25.709 adultos de 16 a 74 anos em 30 países participantes, entre 23 de janeiro de 2026 e 6 de fevereiro de 2026.
Veja os números globais:
Crime e violência: 33%
Inflação: 29%
Pobreza e desigualdade social: 28%
Corrupção financeira/política: 27%
Desemprego: 27%
Saúde: 25%
Impostos: 17%
Controle de imigração: 17%
Educação: 14%
Conflito militar entre nações: 13%
Mudança climática: 13%
Ascensão do extremismo: 11%
Declínio moral: 11%
Terrorismo: 8%
Manutenção de programas sociais: 7%
Ameaças contra o meio ambiente: 7%
Coronavírus (Covid-19): 2%
Acesso ao crédito: 2%
“No cenário global, as oscilações são mais moderadas, mas o pano de fundo permanece tensionado, com crime e violência, inflação e pobreza e desigualdade figurando entre as principais preocupações”, afirma Diego Pagura.
O CEO da Ipsos destaca a preocupação dos americanos com assuntos relacionados à imigração, com casos recentes de violência envolvendo agentes do ICE, sob o governo Trump.
“Isso ocorre em um contexto de ampla mobilização de protestos em todo o país contra as operações do ICE, especialmente após confrontos e mortes de civis em Minneapolis, e relatórios mostrando que grande parte das pessoas detidas não tinham antecedentes criminais, fatores que ampliam o debate público sobre políticas migratórias e segurança.”

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