→ No frio, aumenta a procura por preparações mais quentes e reconfortantes, como fondue, sopas, massas, gratinados e sanduíches, e o queijo é uma das principais estrelas desses pratos.
Com uma história que parece ter começado por acaso, a partir da descoberta acidental da coagulação do leite, o processo de produção do queijo foi sendo aprimorado ao longo dos séculos. Hoje, ele é um dos alimentos mais apreciados do mundo.
Estima-se que existam mais de 10 mil tipos de queijo. Dos mais simples aos mais requintados – brancos, amarelos, azuis, frescos, cozidos, curados, defumados, produzidos com leite de vaca, cabra ou ovelha, mais duros ou cremosos -, o alimento está presente desde sanduíches até pratos da alta gastronomia.
As condições geográficas, climáticas, culturais e até a genética dos rebanhos influenciam diretamente a produção e as características dos diferentes tipos de queijo, que também se destacam pelo elevado valor nutricional.
Dependendo do processo de fabricação, alguns queijos também podem conter microrganismos provenientes da fermentação, que vêm sendo estudados por seu possível papel na saúde da microbiota intestinal.
Além disso, o alimento contém ácidos graxos que, quando consumidos com moderação e inseridos em uma alimentação equilibrada, podem fazer parte de uma dieta saudável.
“O queijo é um alimento rico em nutrientes e uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico. Também fornece vitaminas, como B12, B2, A e, em alguns tipos, vitamina D e K2, além de apresentar elevado teor de cálcio e de minerais como fósforo, selênio e zinco, que são importantes para a saúde óssea, a função muscular, o sistema nervoso e a manutenção do sistema imunológico” explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, Fellow da The Obesity Society (TOS – EUA), presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2026 – XXX Congresso Brasileiro de Nutrologia, que responde outras dúvidas.
Quantas porções de queijo devemos consumir por dia?
No Brasil, o consumo médio é de aproximadamente 2,2 kg por pessoa ao ano. Em geral, recomenda-se uma porção diária em torno de 30 gramas, quantidade suficiente para aproveitar seus benefícios nutricionais. É importante considerar também os demais laticínios consumidos ao longo do dia, como leite, iogurte, requeijão, pizzas ou outras preparações à base de queijo.
Existe um queijo mais saudável?
De modo geral, os queijos frescos, como ricota, cottage e minas frescal, costumam ter menor teor de gordura e sódio e são boas opções para o consumo diário. Já os maturados, como parmesão, provolone e gorgonzola, devem ser consumidos com mais moderação.
O queijo contribui para regular o trânsito intestinal?
Alguns queijos produzidos por fermentação podem conter microrganismos benéficos e possível impacto na microbiota intestinal, mas dependerá do tipo de queijo e do processo de fabricação. A saúde intestinal depende do conjunto da alimentação e do estilo de vida.
É bom para a saúde dos ossos e dos dentes?
Assim como outros derivados do leite, o queijo é uma importante fonte de cálcio, mineral essencial para a formação e manutenção de ossos e dentes saudáveis. Além disso, fornece proteínas de alta qualidade, fundamentais para a manutenção da massa muscular e da estrutura óssea.
Ajuda a emagrecer?
Por ser rico em proteínas, o queijo contribui para aumentar a sensação de saciedade. Para quem busca controlar o peso, os queijos frescos, como ricota, cottage e minas frescal, costumam ser as opções mais indicadas por apresentarem menor teor de gordura e sódio. Já os maturados podem fazer parte da alimentação, desde que consumidos com moderação.
Quando o consumo faz mal à saúde?
O equilíbrio é a palavra-chave. Muitos queijos apresentam elevado teor de gorduras saturadas e sódio, nutrientes que, quando consumidos em excesso, estão associados ao aumento do risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
Além disso, alguns tipos são bastante calóricos, podendo contribuir para o ganho de peso quando consumidos em grandes quantidades. Também existem produtos ultraprocessados à base de queijo que contêm conservantes, corantes e outros aditivos. Por isso, sempre que possível, deve-se dar preferência aos queijos produzidos por processos mais naturais de fermentação e maturação e observar a lista de ingredientes no rótulo.
Para quem o consumo exige maior atenção?
Pessoas com hipertensão arterial devem moderar principalmente o consumo de queijos com maior teor de sódio. Já indivíduos com colesterol elevado ou doenças cardiovasculares devem priorizar opções com menor teor de gorduras saturadas, sempre com orientação do médico ou nutricionista.
Da mesma forma, pessoas com doença renal crônica ou outras condições que exijam restrições alimentares devem receber orientação individualizada quanto ao tipo e à quantidade de queijo mais adequados.
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Fonte: Edna Vairoletti
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