Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado.
Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo)
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Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança.
A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios.
Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido.
O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete.
Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca.
De onde vem a fortuna do rei?
Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões).
O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026.
Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos.
Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra.
O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza.
O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda.
Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate.
A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões).