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Ibovespa cai mais de 2%, com inflação e petróleo no radar; dólar fecha em R$ 5,24 | G1

por Redação
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Investidores seguem temerosos sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento do petróleo pelo mundo — e nem mesmo a notícia divulgada na véspera, de que os países da Agência Internacional de Energia (AIE) vão liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, foi suficiente para conter os preços da commodity nesta quinta-feira.

  • Em meio às preocupações, os contratos com vencimento em abril do petróleo tipo Brent, referência global, tinham alta de 9,80% perto das 17h30, a US$ 100,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 10,06% no mesmo horário, a US$ 95,98.

▶️ Em meio às preocupações, investidores também avaliavam sinais mistos vindos dos protagonistas da guerra sobre os preços do petróleo. Na véspera, o Irã afirmou que o mundo deveria ser preparar para que a commodity chegue a US$ 200 por barril, enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes.

Nesta quinta, no entanto, o secretário de energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que é “improvável” que os preços do petróleo cheguem a esse patamar. “Mas estamos focados na operação militar e em resolver o problema”, afirmou Wright.

▶️ Na agenda econômica brasileira, o destaque ficou com a inflação de fevereiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice registrou uma alta de 0,70% nos preços em fevereiro, acima do esperado pelo mercado financeiro. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior.

▶️ Já nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu na última semana, para 213 mil solicitações. O número, abaixo do esperado, reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode manter as taxas de juros do país inalteradas por algum tempo.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,03%;
  • Acumulado do mês: +2,11%;
  • Acumulado do ano: -4,49%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,04%;
  • Acumulado do mês: -5,03%;
  • Acumulado do ano: +11,27%.

Inflação sobe acima do esperado

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, subiu 0,70% em fevereiro, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados anteriormente, mas um pouco acima da expectativa do mercado, que previa alta mensal de cerca de 0,6%.

O principal impacto veio do grupo Educação, que avançou 5,21%, pressionado pelo reajuste anual das mensalidades escolares no início do ano letivo.

Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74%, influenciados principalmente pelo aumento das passagens aéreas (11,4%) e reajustes em tarifas de transporte público em várias capitais.

Entre os combustíveis, houve queda média de 0,47%, puxada pela redução da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%), enquanto etanol (+0,55%) e diesel (+0,23%) subiram.

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem

Menos americanos pediram auxílio-desemprego na última semana, o que indica que o mercado de trabalho dos EUA continua relativamente estável. Foram 213 mil pedidos, um pouco abaixo do esperado pelos economistas, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira.

Apesar disso, dados recentes mostraram queda na criação de empregos em fevereiro, influenciada por fatores como inverno rigoroso, greves no setor de saúde e cautela das empresas para contratar diante de incertezas econômicas.

Economistas também alertam que a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo podem pressionar os gastos dos consumidores e, no futuro, afetar a geração de empregos nos Estados Unidos.

Novos ataques do Irã elevam preço do petróleo

A guerra no Oriente Médio está provocando fortes impactos no mercado global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o conflito já causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com previsão de queda de 8 milhões de barris por dia na oferta global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os ataques iranianos a navios comerciais na região aumentaram as tensões e já atingiram mais de uma dezena de embarcações, elevando o risco para o transporte marítimo.

Os preços da commodity dispararam no início da semana e chegaram perto de US$ 120, voltando a superar US$ 100 após novos ataques. Nesta quinta, por volta das 9h38 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent operava em alta de 6,98%, a US$ 98,38 o barril. Já o WTI subia 6,80%, cotado a US$ 93,18.

Mercados globais

Os mercados financeiros ao redor do mundo continuaram com atenção redobrada nesta quinta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.

A alta do petróleo aumenta o temor de inflação e pode adiar cortes de juros nos EUA. Com isso, investidores reduziram apostas em redução das taxas pelo Fed, que agora pode ocorrer apenas em setembro, segundo o Goldman Sachs.

Em Wall Street, os principais índices caíram nesta quinta-feira. O Dow Jones recuou 1,56%, o S&P 500 teve queda de 1,52% e o Nasdaq perdeu 1,78%.

Na Europa, as principais bolsas ampliaram a queda nesta quinta-feira, também com foco nos preços do petróleo e no conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu caiu 0,6%, na sétima baixa do mês.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,21%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuuo 0,47%, e o CAC 40, da França, registrou baixa de 0,71%.

As bolsas asiáticas também fecharam em queda nesta quinta-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à cautela dos investidores. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,04%, aos 54.452 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,70%, aos 25.716 pontos. Na China, o índice de Xangai perdeu 0,10%, aos 4.129 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,36%, aos 4.687 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,48%, aos 5.583 pontos, e em Taiwan o Taiex teve a maior queda, de 1,56%, aos 33.581 pontos. Já na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,31%, aos 8.629 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Reuters

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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