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A principal alteração é a redução no número de vagas. Antes, estavam previstas 39.108 oportunidades; agora, o total foi ajustado para 36.946 – abaixo do quantitativo autorizado pelo governo federal em dezembro. (veja abaixo como ficou a distribuição)
Outro ponto de destaque é o adiamento na escolha da banca organizadora. Antes prevista para março, a contratação foi remarcada para abril. Segundo o novo cronograma, as empresas interessadas poderão enviar propostas entre 6 e 17 de abril.
O edital deve ser publicado em maio, com resultados previstos até novembro. A empresa contratada ficará responsável por todas as etapas do processo, desde a elaboração dos editais e gestão das inscrições até a logística das provas, correção, recursos e relatórios finais.

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Em nota enviada ao g1, o IBGE confirmou a redução no número de vagas e informou que o ajuste segue orientações da Coordenação Geral de Operações Censitárias. Segundo o instituto, o número anterior era apenas uma estimativa máxima e poderia ser readequado conforme a necessidade.
O instituto ainda explicou que as contratações temporárias seguem as regras da legislação e dependem de previsão orçamentária e autorização conjunta dos ministérios da Gestão e do Planejamento. (veja abaixo o posicionamento completo)
O processo foi iniciado em setembro de 2024 e resultou na publicação de uma portaria em dezembro de 2025. Nesse período, o instituto afirma que realizou revisões técnicas no planejamento, com ajustes metodológicos e operacionais, o que levou à atualização do número de vagas para refletir de forma mais precisa a necessidade atual e o uso dos recursos públicos.
Os documentos disponíveis no PNCP detalham que o contrato pode durar até 30 meses. O processo seletivo deve ocorrer em mais de 4,3 mil municípios e terá reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos de cotas raciais e sociais.
As provas devem seguir o padrão de seleções anteriores do IBGE, com 60 questões de múltipla escolha. O instituto estima atrair cerca de 364 mil inscritos, com base em projeções do projeto básico e em dados de seleções anteriores.
As vagas serão destinadas a atividades relacionadas a levantamentos estatísticos e censitários conduzidos pelo instituto. Segundo o órgão, esse total de oportunidades será dividido em dois editais distintos.
Nesta reportagem, o g1 mostra o que já foi definido e o que ainda depende da publicação dos editais.
- Por que o governo autorizou tantas vagas?
- Em quais censos os contratados vão trabalhar?
- Quais cargos serão oferecidos?
- Quais são os salários?
- Quando sai o edital?
- Últimos concursos do IBGE
- O que diz o IBGE
Por que o governo autorizou tantas vagas?
O número elevado de vagas está diretamente ligado à dimensão dos censos que o IBGE pretende realizar. São pesquisas que exigem grande estrutura operacional, com equipes espalhadas por todo o país para coletar dados diretamente com a população.
Esse tipo de trabalho é intenso, mas temporário. Ele ocorre em períodos específicos e, por isso, o instituto costuma reforçar o quadro com contratações por tempo determinado sempre que precisa executar levantamentos dessa magnitude.
Em quais censos os contratados vão trabalhar?
Segundo a portaria, os profissionais selecionados vão atuar na operacionalização de dois censos.
- Um deles é o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, voltado à coleta de informações sobre a produção no campo.
- O outro é o Censo da População em Situação de Rua, que busca mapear um grupo que exige metodologia própria e abordagem diferenciada.
Quais cargos serão oferecidos?
A maior parte das vagas será destinada ao cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados. Apenas para essa função, estão previstas 27.279 oportunidades. As demais vagas serão distribuídas entre funções operacionais e de apoio.
O número de vagas por função já foi estabelecido, mas as atribuições detalhadas de cada cargo devem constar apenas no edital, que ainda não foi publicado.
Para ser contratado, será necessário passar por um processo seletivo simplificado.
Quais são os salários?
As remunerações ainda não foram definidas. Os valores serão estabelecidos pelo próprio IBGE, com despesas custeadas pelo orçamento do próprio instituto, classificadas como “Outras Despesas Correntes”.
A autorização está condicionada à declaração de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Quando sai o edital?
O IBGE tem até seis meses, contados a partir da publicação da portaria, para divulgar o edital de abertura das inscrições — ou seja, até o mês de maio.
Até lá, não há datas definidas para o início das inscrições, aplicação de provas ou divulgação de resultados.
Últimos concursos do IBGE
O que diz o IBGE
“Nos termos da Lei nº 8.745/1993, as contratações por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público devem observar a dotação orçamentária específica e ser precedidas de autorização conjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O IBGE iniciou esse processo em setembro de 2024, que culminou na Portaria Conjunta MGI/MPO n. 90, de 2 de dezembro de 2025.
Neste intervalo e no período subsequente, o Instituto manteve a revisão técnica contínua de seus processos e etapas operacionais. Como resultado desse aprimoramento do planejamento, que envolve ajustes metodológicos, redefinição de estratégias operacionais e busca permanente por maior eficiência, houve a atualização dos quantitativos inicialmente estimados, refletindo de forma mais precisa a necessidade atual do órgão e a adequada utilização dos recursos públicos.
Os quantitativos definitivos serão oficialmente divulgados por ocasião da publicação do edital, em consonância com a situação mais atualizada possível do planejamento das operações censitárias em curso”.
IBGE — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil