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O cupê volta ao mercado brasileiro após 25 anos. Na década de 1990, o modelo teve Ayrton Senna como garoto-propaganda.
A sexta geração do Prelude tem um sistema híbrido que combina dois motores elétricos com um motor 2.0 a gasolina. O propulsor a combustão utiliza ciclo Atkinson e injeção direta, tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de combustível. O conjunto entrega 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque.
O modelo também utiliza componentes do chassi do esportivo Civic Type R. Entre eles estão a suspensão independente nas quatro rodas, com sistema multilink na traseira e duplo eixo na dianteira, além de amortecedores adaptativos, que ajustam seu funcionamento de acordo com as condições de condução.

Por que o Honda Civic sumiu das ruas?
Equipamentos
O Prelude será vendido em versão única. Entre os equipamentos estão rodas de 19 polegadas com pneus 235/40 R19, pedaleiras esportivas, painel digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 9 polegadas com Google Assistente, Apple CarPlay e Android Auto.
O modelo também traz carregador de celular por indução, sistema de som Bose com oito alto-falantes, alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.
A carroceria tem configuração cupê 2+2, com dois bancos dianteiros e dois lugares atrás. O banco traseiro é rebatível. Na frente, os bancos são esportivos, revestidos de couro claro e têm apoios de cabeça integrados e ajustes de posição.
Na prática, os bancos traseiros são mais adequados para trajetos curtíssimos e não oferecem conforto para quem tem mais de 1,80 m.
Honda Prelude no Autódromo de Interlagos — Foto: Divulgação / Honda
Segurança
O Prelude vem equipado com o Honda SENSING, pacote de tecnologias que auxiliam o motorista durante a condução.
- Frenagem automática para reduzir o risco ou a gravidade de colisões;
- Correção de saída involuntária da pista;
- Assistentes de permanência e centralização em faixa;
- Ajuste automático dos faróis;
- Controle de cruzeiro adaptativo, que ajusta a velocidade para manter distância do veículo à frente.
O carro também tem discos de freio dianteiros de 350 mm e pinças de quatro pistões Brembo. As pinças são pintadas de azul em referência ao sistema híbrido.
Produzido no Japão, o Prelude tem carroceria baixa e larga. O desenho inclui teto com duas elevações, para-lamas alargados e elementos aerodinâmicos na dianteira e na tampa do porta-malas.
O modelo será oferecido no Brasil nas cores Crystal Black Pearl, Rallye Red e Moonlit White Pearl.
Cabine do novo Honda Prelude — Foto: Divulgação / Honda
A garantia do veículo é de seis anos, sem limite de quilometragem. Para a bateria e os motores do sistema elétrico, a cobertura é de oito anos ou 160 mil quilômetros.
A pré-venda começa em 27 de agosto e segue até o fim de setembro. Os 50 compradores terão benefícios como capa de proteção, porcas antifurto, tapetes, condições especiais de pagamento e seguro, miniatura do Prelude, proteção para a pintura e experiências de direção promovidas pela Honda.
Propaganda do Honda Prelude no Japão em 1991 com Ayrton Senna — Foto: reprodução/redes sociais
Prelude em Interlagos
Uma das principais novidades é o sistema S+ Shift. Acionado por um botão no console central, ele simula o funcionamento de um câmbio com trocas de marcha, embora o sistema híbrido não faça essas trocas da maneira convencional.
Para criar o efeito, o carro controla eletronicamente o funcionamento dos motores elétrico e a combustão.
O sistema também simula reduções de marcha e até o efeito do punta-tacco, técnica usada em carros esportivos para ajustar a rotação do motor durante uma redução. O S+ Shift funciona com os quatro modos de condução: Comfort, GT, Sport e Individual.
Os modos alteram características como a resposta do motor, o peso da direção, a rigidez dos amortecedores, o som reproduzido na cabine, as informações do painel e o funcionamento do controle de cruzeiro adaptativo.
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Volante e cluster de instrumentos do novo Honda Prelude — Foto: Divulgação / Honda
O g1 testou o Honda Prelude no Autódromo de Interlagos, palco de algumas das principais conquistas de Ayrton Senna, que também foi garoto-propaganda do modelo.
O primeiro ponto é que o Prelude não tem a mesma proposta do Civic Type R. Com câmbio manual e foco maior no desempenho, o Type R foi desenvolvido para buscar tempos rápidos em autódromos. O Prelude tenta combinar esportividade com conforto para o uso cotidiano.
Nos primeiros quilômetros, com o modo Comfort selecionado, o Prelude mostrou uma condução confortável para duas pessoas. O sistema híbrido também tem como proposta reduzir o consumo de combustível.
Honda lança no Brasil o novo Prelude — Foto: Divulgação / Honda
O conjunto formado pelo motor 2.0 a combustão e pelo sistema híbrido é o mesmo utilizado no Honda Civic. O g1 já testou o modelo no Brasil e também mostrou por que ele desapareceu das lojas e das ruas.
Por dentro, a cabine segue o padrão de outros modelos da Honda. O quadro de instrumentos apresenta as informações de forma clara, com visual predominantemente em preto e branco. O couro claro com costuras azuis é um dos elementos que mais chamam atenção.
No modo Sport, o comportamento fica mais esportivo. O som do motor a combustão é reforçado artificialmente pelo sistema de áudio Bose, criando na cabine a sensação de um escapamento mais ruidoso.
Honda Prelude no Autódromo de Interlagos
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Honda Prelude no Autódromo de Interlagos — Foto: Divulgação / Honda
A suspensão e a direção também funcionaram bem no circuito. Os componentes derivados do Civic Type R ajudam o Prelude a entrar e sair das curvas com facilidade e a manter a carroceria bem apoiada no asfalto.
Durante o teste, o conjunto de suspensão e chassi passou a impressão de que poderia lidar com mais potência sem comprometer o equilíbrio nas curvas.
Com a função S+ Shift, a experiência muda. O sistema cria artificialmente a sensação de trocas e reduções de marcha, mesmo em um conjunto híbrido no qual o motor elétrico tem papel central na movimentação do carro. O efeito lembra o funcionamento de um câmbio esportivo nas acelerações e retomadas.
Na pista, a simulação é convincente. As mudanças no som e na resposta do carro dão a sensação de que um câmbio está realizando trocas de marcha, embora o funcionamento real do sistema seja diferente.
A conclusão é que o Prelude pode encontrar seu público no Brasil. E a Honda poderá ampliar a oferta dependendo da procura pelo modelo.
Entre os potenciais compradores estão consumidores atraídos pelo visual e pela história do Prelude, especialmente aqueles que acompanharam o modelo nas décadas de 1980 e 1990.
Cerca de 25 anos depois, esse público volta a ter a opção de comprar um Prelude no Brasil, agora com uma proposta que combina esportividade e conforto para o uso cotidiano.
- Preço: R$ 380 mil;
- Comprimento: 4,52 m;
- Largura: 1,88 m;
- Altura: 1,35 m;
- Entre-eixos: 2,60 m;
- Porta-malas: 264 litros;
- Peso: 1.469 kg;
- Rodas: 19 polegadas;
- Pneus: 235/40 R19;
- Suspensão dianteira: independente McPherson;
- Suspensão traseira: independente multilink;
- Freios dianteiros: discos ventilados;
- Freios traseiros: discos;
- Direção: elétrica;
- Tipo de híbrido: convencional, sem recarga externa;
- Motor a combustão: 2.0 DI DOHC 16V;
- Combustível: gasolina;
- Potência do motor a combustão: 143 cv a 6.000 rpm;
- Torque do motor a combustão: 19,1 kgfm a 4.500 rpm;
- Potência do motor elétrico: 184 cv;
- Torque do motor elétrico: 32,1 kgfm;
- Potência combinada: 203 cv;
- Transmissão: e-CVT;
- Tração: dianteira;
- Consumo urbano: 17,9 km/l;
- Consumo rodoviário: 15,7 km/l;
- Tanque de combustível: 40 litros.
