A previsão é que Haddad deixe o governo na quinta-feira (19), a tempo de cumprir o período estabelecido pela Constituição.
🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril.
Apesar de ter demonstrado resistência, Haddad aceitou o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ana Flor: em jantar, Lula diz a Haddad que precisa dele na disputa em SP
O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro.
Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente.
Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro.
Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, importante colégio eleitoral, tem sido considerada fundamental para o governo.
Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil — Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Disputa em SP
Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).
O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.