Segundo os dados do relatório de contas públicas divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Departamento do Tesouro dos EUA, foram reembolsados cerca de US$ 81 bilhões desde outubro de 2025, início do ano fiscal americano.
No mesmo período do ano anterior, outros reembolsos do governo somaram apenas US$ 5 bilhões. Segundo o Tesouro, o aumento agora ocorreu “quase inteiramente” por causa da decisão da Suprema Corte, com os pagamentos concentrados principalmente nos meses de maio e junho.
Em junho, inclusive, o governo arrecadou US$ 23,6 bilhões com tarifas, mas devolveu US$ 49,2 bilhões a importadores. Na prática, houve uma saída líquida de US$ 25,6 bilhões relacionada às tarifas no mês.
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Por que as tarifas estão sendo devolvidas?
O presidente americano defendia as sobretaxas como uma forma de proteger a indústria, estimular a produção interna e ampliar a arrecadação do governo.
Segundo a Corte, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), usada por Trump para justificar o tarifaço, não permite ao presidente criar tarifas por conta própria.
Desde então, o governo foi obrigado a reembolsar as empresas importadoras que haviam pago tarifas adicionais com base na IEEPA.
Exportações — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Déficit dos EUA chega a US$ 1,367 trilhão no ano fiscal
A enorme devolução de tarifas ajudou a agravar o déficit orçamentário dos EUA em junho para US$ 120 bilhões. Um ano antes, o país havia tido um superávit de US$ 27 bilhões.
No acumulado do ano fiscal, iniciado em outubro, o déficit americano alcançou US$ 1,367 trilhão, alta de 2% na comparação com o mesmo período anterior.
A arrecadação total subiu 4% no período, para US$ 4,151 trilhões, mas as despesas cresceram em ritmo maior, chegando a US$ 5,518 trilhões.
Além dos reembolsos das tarifas, o pagamento de juros da dívida pública também pressionou as contas. Os gastos com juros ultrapassaram US$ 1 trilhão no período, alta de 14%.
* Com informações de Reuters e AFP