Início » Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel | G1

Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel | G1

por Redação
governo-pede-investigacao-sobre-alta-de-gasolina-e-diesel-|-g1

Nos últimos dias, sindicatos do setor reportaram aumentos ou projeções de alta para gasolina e diesel em várias regiões do país, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

  • 🔎 O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica.

A Senacon ede uma análise da situação para avaliar se há indícios de prática que possa configurar infração à ordem econômica, considerando o aumento dos combustíveis mesmo sem alterações na política de preços da Petrobras.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no país passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

No ofício, a Senacon afirma que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) informaram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve.

Entre os valores citados estão aumentos de até R$ 0,80 por litro de diesel e R$ 0,30 por litro de gasolina em alguns estados.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro relatou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina, enquanto na Bahia os reajustes reportados chegam a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina, de acordo com dados da refinaria de Mataripe (Acelen).

No Rio Grande do Norte, a gasolina passou de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Minas Gerais, o Minaspetro classificou a situação como “grave” e alertou para estoques baixos em alguns postos.

Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio

A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril.

O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados.

Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil ainda estão defasados em relação ao mercado internacional. Isso se deve à política atual da Petrobras, que suaviza parte das oscilações externas no curto prazo e adia o repasse aos consumidores.

  • 🛢️Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais.

O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras. (Entenda como são calculados os preços dos combustíveis)

Por conta disso, oscilações rápidas no preço do petróleo não são repassadas de forma imediata à gasolina ou ao diesel vendidos nas bombas, evitando aumentos bruscos para os consumidores.

Embora essa estratégia permita adiar parte dos repasses, analistas alertam que ela tem limites.

Quando a diferença entre os preços internos e internacionais aumenta, surgem questionamentos sobre os efeitos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso relevante nas contas públicas. (Veja mais aqui)

Segundo especialistas consultados pelo g1, a Petrobras tem adotado uma postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve aguardar a estabilização das cotações em patamares elevados para não repassar a volatilidade imediata ao mercado interno.

— Foto: Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas © Todos direitos reservados à Tv Betim Ltda®