➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
Nas novas normas, os frigoríficos autorizados a exportar para o bloco devem implementar controles auditáveis que comprovem a conformidade com as regras europeias, segundo uma circular do ministério datada de 1º de julho obtida pela Reuters.
Os controles devem garantir a rastreabilidade de materiais e animais, bem como manter evidências da elegibilidade dos lotes destinados à UE.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) não quis comentar a medida, enquanto a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.
Brasil deixado de fora
A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.
As exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, e as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão.
O Brasil corre o risco de perder o acesso para exportar carne bovina, carne de aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas.
A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu.
➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos.
Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias.
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