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Governador do DF, Ibaneis pede empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para capitalizar o BRB após crise envolvendo Banco Master | G1

por Gilberto Cruz
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De acordo com o documento, o objetivo é “assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB”.

A proposta prevê uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, seguido de parcelas semestrais – o documento não diz a duração e o valor desse parcelamento.

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Os detalhes da proposta

Na carta ao FGC, o governador Ibaneis Rocha incluiu um conjunto de “parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto“.

Veja o que inclui a proposta:

  • Modalidade: operação de suporte financeiro de natureza estrutural (ex.: instrumento elegível a reforço de capital, conforme enquadramento regulatório aplicável) e/ou linha de liquidez associada;
  • Valor: R$ 4 bilhões;
  • Carência: 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais;
  • Remuneração/encargos: CDI + spread, observadas as condições definidas pelo FGC;
  • Garantias: participações acionárias das empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB, CEB) e imóveis, conforme Projeto de Lei nº 2165/2026.

A função do empréstimo

O documento diz que o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília teria um “caráter estruturante”.

O governo tenta aportar recursos no BRB para restaurar os limites mínimos definidos pela legislação brasileira para a segurança de todos os bancos em operação.

Entre os objetivos do empréstimo, o governo cita no documento:

  • reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito;
  • ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e às micro e pequenas empresas;
  • estímulo à atividade econômica local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária;
  • potencial geração de dividendos futuros ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal.

➡️ O Índice de Basileia mede a segurança financeira de cada banco, comparando o capital da instituição e o risco de suas operações. O Banco Central é quem fiscaliza o atingimento do índice.

“Trata-se, portanto, de investimento com potencial de retorno fiscal indireto e recorrente”, defende o governo.

Governo promete novos documentos

Na carta, o governo do DF reconhece que o Fundo Garantidor de Créditos tem regras próprias para conceder esse tipo de crédito. E se diz disposto a “cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas“.

O Palácio do Buriti diz que está preparando, já de imediato para enviar ao fundo:

  • Plano de Negócios;
  • Plano de Capital;
  • Diagnóstico de necessidades (drivers) e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco);
  • Proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos;
  • Minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento.

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