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Flávio Bolsonaro atua para que evangélicos rejeitem Messias; ministro da Defesa acompanhará indicado de Lula em sabatina

por Gilberto Cruz
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai trabalhar pela rejeição do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Pré-candidato à Presidência da República, o senador vai reunir nesta terça (28) a oposição para evitar traições de última hora, principalmente na bancada de senadores evangélicos, que estariam inclinados a votar em Messias pela identidade religiosa. O advogado-geral é evangélico.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, vai acompanhar Messias na sabatina desta quarta (29). Múcio acertou com Messias sua participação como um ato de amizade e de apoio ao nome dele para ocupar a cadeira que ficou vaga com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Dentro do Senado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não dá sinais de que vá receber Jorge Messias, mas tem dito que não irá atrapalhar a votação de Messias (leia mais abaixo).
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Alguns aliados de Alcolumbre, porém, dizem que o jogo ainda está em aberto. E que Messias não teria ainda os votos firmes necessários para ser aprovado. Ele precisa de pelo menos 41 senadores ao seu lado.
Ao g1, nesta terça (28), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que Alcolumbre não está trabalhando a favor e que deveria receber Messias.
“Não está trabalhando a favor. Não vou dizer que está trabalhando contra, mas óbvio que a chancela ajudaria. Se quisesse ajudar, ele poderia estar pedindo voto. Eu não tenho a informação de que ele esteja pedindo voto contra”.
“Eu acho que institucionalmente ele deveria receber. Evidentemente já se conversaram, mas não depois da indicação. É uma decisão dele. Eu não vou pedir para ele receber. Seria um função institucional de receber”, prosseguiu.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que Messias pode não conseguir uma margem folgada, mas será aprovado.
Os mais otimistas falam em 48 votos para a aprovação do advogado-geral da União. Mas há uma postura conservadora dentro do governo, porque alguns aliados do presidente alertam que qualquer erro nesses últimos dias pode levar a uma rejeição de Jorge Messias.
Jorge Messias
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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