Federação PP e União Brasil discute liberar coligações nos estados ou optar por neutralidade na eleição presidencial

Federação PP e União Brasil discute liberar coligações nos estados ou optar por neutralidade na eleição presidencial


Depois do caso Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a federação PP e União Brasil discute apoiar o filho de Bolsonaro nacionalmente, mas liberar coligações nos Estados.
Não está descartado, ainda, optar pela neutralidade ou escolher um outro candidato caso surja um fato novo contra o senador do PL do Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência da República.
“Nossa preferência sempre foi o Tarcísio [Gomes de Freitas], ele era o melhor candidato, mas o Bolsonaro não quis, optou pelo filho, que todos sabiam de suas dificuldades, mas não contávamos com novos problemas. Agora é tarde e teremos de aguardar um pouco antes de tomar uma posição oficial”, disse um líder do PP ao blog.
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Segundo esse líder, se o PP e o União Brasil decidirem apoiar nacionalmente o nome de Flavio Bolsonaro, terão de liberar coligações nos Estados com outros partidos.
“Não dá para fechar com o PL em todos os Estados. No Nordeste, há quem vá apoiar candidatos de Lula. No Sul, candidatos de Flavio Bolsonaro”, afirmou.
“Ninguém sabe o que vem pela frente. O PL está fechado com o Flavio. Mas nós não podemos tomar essa posição agora, nem temos essa obrigação”, acrescentou outro líder do Progressista.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na CCJ.
Geraldo Magela/Agência Senado
Enquanto isso, o comando do PL decidiu fazer uma reunião conjunta de deputados e senadores para fechar com Flavio Bolsonaro e dar uma demonstração de força do partido. O clima interno, porém, é de apreensão sobre o risco de fatos novos.
“Estamos totalmente fechados com ele, esse caso do Master terá vida curta. Bem, pelo menos esperamos e é o que o Flavio está prometendo. Se tiver algo novo, aí complica tudo”, a frase é de um dos apoiadores de Flávio Bolsonaro.
A cúpula do partido avalia que a repercussão real do caso sobre as intenções de voto do filho de Bolsonaro será sentida daqui a dez a quinze dias, quando tudo ficar mais sedimentado. Até lá, serão oscilações negativas, mas nada para se desesperar, alertam líderes do PL.
Mesmo porque, o candidato a presidente é uma decisão de Bolsonaro, e ele não quer tirar o filho da disputa e não abre nem a possibilidade de discutir uma eventual substituição por Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama.

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