Ervas orgânicas cultivadas no ES viram chás premiados na França | G1

Ervas orgânicas cultivadas no ES viram chás premiados na França | G1

O resultado já ultrapassou as fronteiras do Brasil. Dois blends produzidos com ingredientes capixabas receberam medalha de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris, na França. Mas também já conquistaram paladares em outros estados.

Os ingredientes saem de propriedades como a da produtora rural Selene Tesch, em Alto de Santa Maria, e seguem para Vitória, onde a empresária Bárbara Borges cria fórmulas exclusivas de chás e infusões.

Os produtos também abastecem clientes em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de inspirarem projetos personalizados para clínicas, hotéis, cafeterias e outras empresas.

Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil — Foto: TV Gazeta

Segundo Bárbara, o reconhecimento internacional reforça a qualidade dos ingredientes produzidos no campo e do trabalho desenvolvido no Espírito Santo.

“Foram especialistas em gastronomia francesa e em chá que avaliaram o equilíbrio dos blends, considerando aroma, sabor, corpo e toda a experiência sensorial”, explicou a empresária.

Ao todo, mais de 300 produtos participaram da competição. A empresa capixaba conquistou duas medalhas de ouro.

Da produção orgânica ao chá

Santa Maria de Jetibá é conhecida nacionalmente pela produção de ovos e pela forte influência da cultura pomerana. O município também se destaca pela agricultura orgânica.

Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Há 35 anos, Selene Tesch cultiva alimentos sem o uso de agrotóxicos. A propriedade produz cerca de 20 toneladas de orgânicos por ano e reúne aproximadamente 120 variedades de hortaliças, frutas e legumes, além de centenas de espécies de ervas, flores e temperos utilizados na produção de chás.

Entre as plantas cultivadas estão hibisco, alfazema, espinheira-santa, arnica, bálsamo, graviola e perpétua.

Segundo a agricultora, o diferencial está no manejo do solo e no respeito ao ciclo natural de cada cultura.

“Somos pioneiros na agricultura alternativa sem veneno. Trabalhamos com rotação de culturas e respeitamos a época de plantio para evitar pragas”, afirmou.

Processo de produção

Depois da colheita, as ervas, flores, frutas e especiarias passam por uma seleção cuidadosa e seguem para a desidratação. O processo é feito em estufas com temperaturas controladas, que variam conforme o ingrediente.

As folhas são desidratadas em temperaturas que podem chegar a 60 °C, enquanto frutas passam por um aquecimento entre 70 °C e 80 °C para preservar aroma, sabor e propriedades.

Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Após a secagem, os ingredientes são armazenados inteiros ou triturados, conforme a finalidade. Parte da produção é comercializada diretamente na propriedade e em feiras orgânicas da Grande Vitória.

Outra parte segue para empresas especializadas, onde as diferentes espécies são combinadas para dar origem aos blends de chá.

Blends desenvolvidos no Espírito Santo

Na sede da empresa da Bárbara, em Vitória, folhas, flores, frutas e especiarias desidratadas passam por uma seleção antes de serem transformadas em blends autorais.

Ela é a responsável por desenvolver cada receita, definindo a combinação e a proporção dos ingredientes de acordo com a proposta de cada chá.

Além da coleção própria da marca, a empresa cria linhas exclusivas para negócios que desejam oferecer produtos personalizados aos clientes.

Empresária Bárbara Borges, que cria fórmulas exclusivas de chás e infusões no Espírito Santo, recebeu duas medalhas de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris — Foto: Arquivo pessoal

Entre eles estão clínicas médicas, hotéis, cafeterias e marcas que utilizam os chás em experiências de bem-estar.

“O nosso diferencial está na criação autoral dos blends, na curadoria dos ingredientes e na construção sensorial de cada chá. Buscamos ingredientes brasileiros sempre que possível e desenvolvemos produtos que unem sabor, experiência e propósito”, disse a empresária.

Atualmente, a empresa reúne fornecedores de diferentes estados brasileiros, mas mantém na produção orgânica capixaba uma das principais bases para a criação dos blends que já conquistaram reconhecimento internacional.

Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo

Postagens relacionadas

VÍDEO: um Porsche é mesmo difícil de

Ex-pesquisador da Anthropic alerta para os riscos da IA | G1

Como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF | G1