Erika Januza é internada com infecção no rim, após confundir dor nas costas; entenda o que é a pielonefrite
reprodução redes sociais
A atriz Erika Januza contou na última quinta-feira (16), nas redes sociais, que precisou ser internada por causa de uma pielonefrite (infecção no rim), após sentir uma dor forte nas costas. Ela relatou que chegou a se automedicar, sem imaginar que estava com uma infecção renal séria.
Mais abaixo, entenda os sintomas e as causas da doença.
A atriz disse que a dor que sentia na coluna estava, na verdade, ligada a um rim aumentado e infectado, com risco de a infecção se espalhar para o outro. Ela também afirmou que a rotina intensa — com pouca ingestão de água e o hábito de “segurar o xixi” — contribuiu para o quadro.
“Estou no hospital tratando uma pielonefrite (…) A dor na coluna, na verdade, era o meu rim aumentado de tamanho. O que eu sentia já era a infecção, que quase atingiu o outro. Vim para cá na hora certa”, disse.
O que é a pielonefrite
A pielonefrite é uma infecção do trato urinário alto com comprometimento dos rins. Pode ser unilateral (só um rim afetado) ou bilateral (ambos).
Geralmente, decorre de um processo infeccioso baixo, a cistite. Mas, calma: nem todas as cistites evoluem para esse quadro.
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A condição pode ser confundida com dores decorrentes de problemas osteomusculares e de cálculos renais, explica Marcelino Durão, nefrologista do Einstein Hospital Israelita.
Entre os sintomas, estão:
dor ao urinar;
micções mais frequentes, com ou sem urgência;
dor lombar;
febre;
calafrios;
queda no estado geral;
náuseas;
vômitos.
Quando o quadro exige internação?
Nos quadros mais graves de pielonefrite, pode haver febre persistente, desidratação e sinais de sepse (pressão arterial baixa, confusão, pele fria, diminuição da urina).
Esses casos demandam internação e antibioticoterapia intravenosa. O tempo de tratamento é individualizado, mas dura, em média, 7 dias, segundo Durão.
Já a automedicação e o uso indiscriminado de antibióticos favorecem o desenvolvimento de bactérias multirresistentes, o que dificulta o tratamento e a disponibilidade de antibióticos eficazes.
Complicações e possíveis sequelas
A demora no tratamento e a predisposição individual são situações que favorecem a evolução para sepse.
Na pielonefrite, pode haver comprometimento da função renal devido ao quadro inflamatório/infeccioso.
Pielonefrites recorrentes propiciam sequelas, cicatrizes nos rins e potencialmente lesões irreversíveis do tecido renal.
Quem tem mais risco?
Entre os fatores de risco para a pielonefrite, estão:
idade avançada;
saúde debilitada, em pacientes com alterações anatômicas do trato urinário;
presença de cálculos.
Por que mulheres são mais vulneráveis?
O nefrologista acrescenta que a infecção urinária é mais comum em mulheres, principalmente por razões anatômicas: uretra curta (segmento que drena a urina da bexiga) e próxima ao ânus (região perineal), que é contaminado por bactérias intestinais (especialmente a Escherichia coli).
“Isso facilita a passagem dessas bactérias para a bexiga e, depois, para os rins, podendo causar pielonefrite. Nas mulheres, a relação sexual também pode contribuir para o quadro, já que favorece a entrada de bactérias na uretra”, explica.
As gestantes apresentam uma incidência maior de pielonefrite do que a população em geral, especialmente por causa das alterações hormonais e anatômicas. O relaxamento da musculatura e dilatação dos ureteres (segmento que leva a urina dos rins à bexiga) e o aumento do útero facilitam a presença de bactérias na urina e sua “subida” para os rins.
Idosos podem ter sintomas diferentes
Os idosos, de maneira geral, se comportam de maneira diferente em relação aos diversos processos infecciosos, inclusive a pielonefrite.
“As infecções (nos idosos) se manifestam com apatia, confusão mental/delírio, diminuição do apetite e da ingesta de líquidos, incontinência urinária, hipotermia (temperatura mais baixa) e fraqueza”, explica Durão.
Como prevenir infecções urinárias
Entre as medidas para prevenir infecções do trato urinário, estão:
aumentar a ingestão de água (cerca de 35 ml para cada kg do peso corporal/dia);
higienizar constantemente as mãos;
limpar as partes íntimas com uso de água corrente e de sabonetes de pH neutro;
secar a genitália após urinar seguindo o sentido anteroposterior (uretra-ânus);
urinar logo após a relação sexual;
trocar o absorvente íntimo a cada 4 horas ou sempre que necessário;
não fazer a higiene da parte interna do canal vaginal para não afetar a flora bacteriana local;
não utilizar espermicidas
Erika Januza é internada com infecção renal após achar que tinha ‘apenas’ dor nas costas; entenda a pielonefrite
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