Empresário americano afirma ter criado ‘clone’ de si mesmo em laboratório

Empresário americano afirma ter criado ‘clone’ de si mesmo em laboratório


Empresário americano Bryan Johnson, conhecido por investir milhões de dólares em um projeto pessoal para retardar o envelhecimento.
Reprodução
O empresário americano Bryan Johnson afirmou ter criado um “clone” de si mesmo em laboratório, a partir da reprogramação de células do próprio corpo para um estado semelhante ao embrionário.
Segundo ele, o material não é um bebê nem um organismo completo, mas um conjunto de células obtidas a partir do próprio sangue.
👉Em um post no X, ele diz que o material poderá, no futuro, ser usado para:
Tornar-se seu próprio doador de sangue
Testar terapias
Cultivar órgãos para transplante
Desenvolver novos tratamentos
Injetar células
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Johnson, conhecido por investir milhões de dólares em um projeto pessoal para retardar o envelhecimento, afirmou que o “Baby-Bryan” – como chamou as células – “vive em uma placa de Petri”.
Na publicação ele também detalhou o processo da clonagem, que começou com coleta de sangue e a extração de células.
Essas células então passaram pela aplicação dos chamados fatores de Yamanaka, um conjunto de proteínas capazes de reprogramar células adultas para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias.
De acordo com ele, essa reprogramação “reinicia” a idade epigenética das células, fazendo com que elas sejam capazes de dar origem a diferentes tipos celulares, como neurônios, células do músculo cardíaco e da retina.
Segundo ele, essas células poderiam, no futuro, ser usadas para reconstruir órgãos e tecidos, restaurando funções como visão, audição e o funcionamento dos rins, do fígado e dos pulmões, além de reparar danos na pele.
O empresário também afirma que, por serem derivadas de suas próprias células, elas teriam menor risco de rejeição pelo organismo em comparação com células de doadores.
“Isso pode assustar algumas pessoas, parecer um futuro distópico. Mas, para outras, será visto como o futuro inevitável da saúde”, escreveu.
Ainda segundo ele, ensaios clínicos já utilizam tecnologias semelhantes para restaurar neurônios produtores de dopamina em pacientes com doença de Parkinson e em pesquisas voltadas à saúde do coração e da visão.
A tecnologia é vista por ele como um caminho para reverter o envelhecimento.

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