Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta nesta sexta-feira (1º) condenando a detenção de um cidadão brasileiro e um espanhol por forças de Israel.
O episódio ocorreu em águas internacionais, na altura da Grécia, fora da jurisdição de Israel, segundo o comunicado.
“Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”, diz a nota divulgada pelo Itamaraty.
“Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta”, completa o comunicado.
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Em entrevista à TV Globo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou o ato como “hostil” e passível de responsabilização criminal.
“É uma intervenção, é um crime internacional porque houve a interceptação de embarcações em águas internacionais e dois passageiros foram sequestrados para o estado de Israel. Evidentemente, estamos instruindo a nossa embaixada em Israel a prestar assistência consular ao cidadão brasileiro e estamos pedindo imediatamente a libertação e o retorno dele ao Brasil”, disse Vieira.
Países cobram ‘retorno imediato’
No comunicado conjunto, Brasil e Espanha exigem o “retorno imediato” dos cidadãos com plenas garantias de segurança.
Além disso, os governos cobram que Israel facilite o acesso consular imediato para garantir a assistência e proteção dos detidos.
Na nota, o Itamaraty e o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha também classificaram a detenção como uma ação flagrantemente ilegal. Os países argumentam que o episódio:
configura uma afronta ao Direito Internacional;
é passível de ação em cortes internacionais;
representa um delito nas jurisdições do Brasil e da Espanha.
Em nota, Brasil e Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata
Em nota, Brasil e Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata