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Em MG, Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial | G1

por Gilberto Cruz
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O presidente esteve nesta tarde na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No discurso, Lula defendeu o papel estratégico da Petrobras para o desenvolvimento do país e destacou a importância da estatal na busca pela autossuficiência em petróleo.

Segundo a Petrobras, os investimentos na Regap podem chegar a R$ 9 bilhões ao longo da próxima década, com potencial de geração de até 36 mil postos de trabalho. Apenas no atual plano de negócios da empresa, entre 2026 e 2030, estão previstos R$ 3,8 bilhões em aportes e cerca de 8 mil empregos.

Os investimentos incluem a ampliação da produção de combustíveis e ações de transição energética, como a implantação do combustível sustentável de aviação (SAF) e a expansão do Diesel R.

Produção de 60% da capacidade atualmente

Lula afirmou que a Regap vem produzindo apenas 60% de sua capacidade. A Petrobras já iniciou obras para elevar a capacidade da refinaria, hoje em 166 mil barris por dia, com aumento previsto de 25 mil barris até 2027 e estudos para expansão de até 50%.

A refinaria responde por cerca de 9% da produção de derivados da empresa e reúne 16 mil fornecedores, com contratos que somam cerca de R$ 28 bilhões.

Também entrou em operação a primeira usina fotovoltaica da Petrobras em refinarias, com investimento de R$ 63 milhões, capaz de atender cerca de 10 mil residências e reduzir a emissão de 8 mil toneladas de CO₂ por ano.

Segundo a estatal, a retomada dos investimentos ocorre após a saída da unidade do plano de desinvestimentos. O número de trabalhadores passou de cerca de 2 mil, em 2020 e 2021, para aproximadamente 3,8 mil atualmente.

Lula discursa durante evento em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. — Foto: Thamer Pimentel/TV Globo

Ampliação da exploração do petróleo

Lula também voltou a defender a ampliação da exploração de petróleo no país, incluindo a chamada Margem Equatorial (faixa marítima que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira exploratória).

“Estamos tentando resolver a exploração do petróleo na Margem Equatorial, e vamos saber se temos o petróleo, porque tem na Guiana, tem no Suriname, não é possível que Deus tenha deixado um pouquinho para nós”, afirmou o presidente durante o discurso.

Refinaria na Bahia vendida

Lula também afirmou, ao discursar, que o governo vai comprar a refinaria na Bahia que era da Petrobras e foi vendida.

“Venderam a Refinaria da Bahia. Nós vamos comprar refinaria da Bahia. Pode demorar um pouco, mas vamos comprar”, afirmou Lula, sem anunciar data ou qualquer detalhe sobre a eventual recompra.

Cenário internacional e eventual candidatura de Pacheco

O presidente também comentou o cenário internacional, citando o conflito envolvendo os EUA, do presidente Donald Trump, e o Irã. Lula criticou os impactos das tensões geopolíticas nas economias brasileira e global.

Durante o evento, Lula esteve acompanhado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do senador Rodrigo Pacheco (PSD) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além de outras autoridades. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), não participou da agenda.

Após a agenda em Betim, Lula seguiu para Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, onde visitou a fábrica da Iveco e anunciou a entrega imediata de 324 ônibus escolares do Programa Caminho da Escola para municípios de todo o país. Ao todo, serão distribuídos mil veículos.

Durante o evento, o presidente afirmou que o governo federal vai construir uma universidade em Betim, sem dar detalhes. Segundo ele, a prefeitura vai ceder o terreno.

“Nós vamos fazer a universidade em Betim. Não tem outro jeito de salvar o Brasil se a gente não investir em educação. Não tem exemplo no mundo de um país que se desenvolveu sem antes investir na educação”, disse Lula.

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou do evento, que contou também com a presença de parlamentares mineiros.

Em discurso, o senador Rodrigo Pacheco chamou o presidente de “o maior político e maior democrata da nossa história”.

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