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Em meio à crise da lata, perfil do Senado faz post sobre o que é intolerância religiosa

por Redação
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Publicação feita pelo Senado nas redes sociais
Reprodução
O perfil do Senado Federal nas redes sociais publicou um post sobre o que é intolerância religiosa segundo a lei brasileira.
A postagem ocorreu em meio a críticas de frentes católicas e evangélicas sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente Lula e tinha uma ala com sátira à “família em lata de conserva”. A escola ficou em último lugar e foi rebaixada.
A publicação diz que é “inviolável a liberdade de consciência e de crença” e lista quais ações se enquadram como intolerância.
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Opositores ao petistas e conservadores em geral consideraram a ala ofensiva. Virou até trend nas redes sociais junto da acusação de intolerância religiosa.
Ala da Acadêmicos de Niterói representou famílias de valores conservadores como famílias enlatadas em conserva
Reprodução/TV Globo
O Senado diz que a postagem sobre o que configura intolerância religiosa, em meio à polêmica da lata, é uma coincidência. Ao blog, a Casa afirmou que a secretaria de comunicação “tem autonomia na comunicação institucional”.
“Inclusive, esse tipo de postagem é de praxe, citando leis aprovadas e a Constituição. É uma comunicação voltada à sociedade, com o objetivo de informar o que é crime, o que é lei, etc”, disse o Senado.
Questionamento na Justiça
O desfile da Niterói em homenagem ao presidente Lula foi alvo de ações na Justiça antes e depois de a escola passar pela Sapucaí.
O blog da Julia Duailibi mostrou que o irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, apresentou duas ações judiciais em que pede providências por suposta improbidade administrativa e propaganda eleitoral antecipada.
Renato Bolsonaro afirma ainda que a escola deu tratamento jocoso a seu irmão, “caracterizando-o como um palhaço”, e a famílias conservadoras de direita.
Em nota divulgada na segunda (16), a Acadêmicos de Niterói afirma ter sofrido perseguições durante a preparação do desfile e defende que a avaliação dos jurados seja “justa, técnica e transparente”.

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