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Em acareação, Vorcaro diz à PF que não pagou nenhum real por carteira de R$ 6 bi e sugere que BC é responsável por crise de liquidez

por Redação


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Na acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Bezerra, ex-presidente do BRB, o dono do Banco Master disse que a instituição não desembolsou nenhum real para adquirir uma carteira de créditos da empresa Tirreno, avaliada em R$ 6 bilhões, contradizendo a tese inicial de que houve pagamento real.
O blog teve acesso à transcrição dos depoimentos dados no final de 2025 à delegada da Polícia Federal (PF) responsável pelo caso.
Segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, a delegada questionou a transação, e Vorcaro afirmou que o valor ficou em uma conta reserva e que tratava-se de um registro contábil, sem saída efetiva de dinheiro do caixa do banco.
Após insistência da investigadora, Vorcaro disse que não realizou o pagamento.
Vorcaro disse à PF que o banco vivia um momento de crise de liquidez até 17 de novembro, quando, segundo ele, todos os resgates foram honrados com dificuldade e planejamento. Após este período ele diz que os problemas aumentaram após a liquidação do banco pelo Banco Central.
Na mesma acareação, o presidente do BRB, ao ser questionado por que não exerceu o direito de sacar os valores devidos pela Tirreno diante dos problemas, falou que sabia que o dinheiro não existia fisicamente.
Ele afirmou que os valores não existiam e que ele poderia causar uma quebra em sequência da Tirreno e do Banco Master.
A declaração sugere que o BRB manteve a operação para evitar a falência do parceiro privado, mesmo ciente da falta de liquidez imediata das garantias.
Investigações do Caso Master
A investigação da Polícia Federal listou uma série de operações suspeitas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), com falhas consideradas graves. Houve omissão dos gestores do BRB e falha de seus métodos de prudência e governança em relação à aquisição de carteiras de crédito que significavam 30% de todos os ativos do banco público, constituindo, desse modo, forte indício de que o BRB buscou auxiliar o Master em sua crise de liquidez.
Segundo a investigação, o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu com vencimento em 2025. Comprou, então, créditos – sem realizar qualquer pagamento – de uma empresa chamada Tirreno. Em seguida, revendeu esses mesmos créditos ao BRB, que pagou cerca de R$ 12 bilhões pelo negócio.
Segundo a PF, houve total falha de monitoramento dos ativos, pois a falsidade era grotesca e foi imediatamente identificada pelo Banco Central. O BRB, mesmo após o início da fiscalização, demorou três meses para encerrar o processo de compras de títulos do Master.
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