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Dólar sobe na abertura com investidores de olho no exterior | G1

por Redação
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▶️ No mercado internacional, o petróleo dispara após produtores do Oriente Médio — como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos — reduzirem a produção diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O barril chegou a superar US$ 110, com contratos futuros mais líquidos acima de US$ 100. Há duas semanas, o barril era negociado perto de US$ 70.

▶️ Ainda no cenário geopolítico, autoridades dos Estados Unidos e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais dentro do Irã para garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país.

▶️ No Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo, sinalizando a continuidade da ala mais dura no comando do país.

▶️ No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do relatório Focus, do Banco Central, que reúne as projeções do mercado para indicadores da economia.

▶️ Seguindo por aqui, outro tema que continua sendo acompanhado é o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após novas notícias apontarem possíveis relações dele com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +2,97%;
  • Acumulado do mês: +2,97%;
  • Acumulado do ano: -3,68%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -4,41%;
  • Acumulado do mês: -4,41%;
  • Acumulado do ano: +12%.

Petróleo acima de US$ 100

  • Por volta das 9h (horário de Brasília), o petróleo Brent do Mar do Norte, usado como referência global, avançava 12,04% e era negociado a US$ 103,85 por barril, depois de ter ultrapassado a marca de US$ 119.
  • Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, o barril chegou a disparar 30%, atingindo US$ 119,48.

Parte dessa pressão nos preços vem dos ataques registrados nos últimos dias contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, o que levou à redução da produção.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também diminuíram a produção após ataques iranianos contra seus territórios.

Diante da escalada dos preços, países do G7 estudam liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo de forma coordenada para tentar conter a alta. Uma fonte do governo francês confirmou que o tema deve ser discutido em uma videoconferência entre ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo, justamente para lidar com situações de crise no abastecimento.

Outro fator que preocupa o mercado é a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Pela região passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por mais tempo, cresce o temor de que a alta acabe pressionando a inflação e afetando a economia global.

O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou o aumento dos preços e afirmou que a prioridade é eliminar o que chamou de ameaça nuclear iraniana.

“O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos EUA e do mundo”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”, acrescentou.

Apesar disso, analistas alertam que a crise pode trazer consequências importantes para a economia mundial.

Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, afirma que o conflito começa a atingir diretamente estruturas ligadas à produção de petróleo.

“E com isso você vai diminuir você vai diminuir cada vez mais a oferta e o preço tende a subir”, afirma.

Ele também chama atenção para o impacto do bloqueio de uma das principais rotas de transporte da commodity.

“Além disso o estreito de Ormuz está 100% fechado onde escorre ali mais de 20% da produção de petróleo do mundo. Temos muitos pontos de atenção nesse sentido”, acrescenta Correia.

Segundo o analista, a economia global ainda depende fortemente do petróleo, o que pode provocar um efeito em cadeia nos preços.

“Aqui no Brasil já não se fala mais nem de 0,5% e sim de 0,25%. Vamos acompanhar para ver os desdobramentos disso, mas realmente o mercado está muito tenso.”

Agenda econômica

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de inflação em 3,91% para 2026. Para 2027, a estimativa teve leve alta, passando de 3,79% para 3,80%.

Depois de o Banco Central manter a taxa básica de juros em 15% ao ano no mês passado — o nível mais alto em quase duas décadas —, o mercado ainda acredita que os juros devem cair nos próximos anos.

Para o fim de 2026, a previsão para os juros subiu levemente, de 12% para 12,13% ao ano. Já para 2027, a estimativa foi mantida em 10,50% ao ano.

Em relação ao crescimento da economia, a expectativa para 2026 permaneceu estável. O mercado projeta uma expansão de 1,82% no Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o desempenho da economia.

Os economistas também reduziram ligeiramente a previsão para o dólar no fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41.

Para o encerramento de 2027, a projeção para a moeda americana foi mantida em R$ 5,50.

Mercados globais

Em Wall Street, os mercados começaram a semana pressionados, com os índices futuros caindo mais de 1%.

O motivo principal é a disparada do preço do petróleo, que aumentou o medo de que os custos no país continuem subindo.

Às 9h43 (horário de Brasília), os índices futuros indicavam queda generalizada: o Dow Jones recuava 1,18%, o S&P 500 caía 1,05% e o Nasdaq perdia 1,13%.

Na Europa, as bolsas também recuam, alcançando o menor patamar em mais de dois meses.

O aumento no preço do petróleo elevou o receio de custos mais altos, principalmente porque a região depende bastante de combustíveis importados — fazendo crescer o temor de novos impactos sobre energia e transporte, justamente num momento em que a economia europeia já enfrenta dificuldades para crescer.

Os principais índices mostram perdas expressivas: o STOXX 600 cai 1,62%; o DAX da Alemanha recua 1,71%; o FTSE 100 do Reino Unido perde 1,23%; e o CAC 40 da França tem queda de 1,98%.

Na Ásia, as bolsas terminaram o dia em queda por causa do aumento das tensões no Irã, mas parte das perdas foi reduzida porque alguns investidores aproveitaram os preços mais baixos para comprar ações.

No fechamento, a região registrou recuos amplos: em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,35%, a 25.408 pontos. Em Xangai, o SSEC perdeu 0,67%, a 4.096 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,97%, a 4.615 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 5,2%, para 52.728 pontos; em Seul, o KOSPI teve queda de 5,96%, a 5.251 pontos; e em Taiwan, o TAIEX registrou baixa de 4,43%, a 32.110 pontos.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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