Índice
- Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,76%, cotado a US$ 83,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuou 4,86% no mesmo horário, a US$ 80,75 por barril.
▶️ Outro destaque da semana fica com a chamada “Superquarta” — momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam suas decisões de juros. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,09%;
- Acumulado do mês: +0,48%;
- Acumulado do ano: -7,69%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,42%;
- Acumulado do mês: -1,82%;
- Acumulado do ano: +5,89%.
Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã
Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”.
Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!”, declarou Trump.
Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente.
Segundo a mídia internacional, o memorando de entendimento deve prever:
- um novo cessar-fogo de 60 dias em ‘todas as frentes’, incluindo o Líbano;
- a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;
- o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;
- que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;
- que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;
- que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.
Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense.
Mercados globais
Com o otimismo em torno de um possível fim do conflito no Oriente Médio, as bolsas globais fecharam em alta nesta segunda-feira.
Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,96%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite subiram 1,67% e 3,07%, respectivamente.
Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 atingiu uma máxima recorde nesta segunda-feira, com praticamente todos os setores registrando ganhos.
Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, teve um avanço de 1,05%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,40% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,39%.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se fecharam em alta nesta segunda-feira. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 2,4%. Já o Hang Seng teve alta de 0,5%.
No Japão, o Nikkei subiu 4,99%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 5,20%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters