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Dólar sobe e fecha a R$ 5,06 após documento mostrar Eduardo Bolsonaro como produtor de filme financiado por Vorcaro | G1

por Gilberto Cruz
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▶️ A função consta em um contrato ao qual o Intercept Brasil teve acesso. A TV Globo confirmou as informações. Após a divulgação do caso, Eduardo negou ter atuado como produtor e afirmou que o contrato com essa função foi firmado apenas para evitar a paralisação do filme.

▶️ Na quarta-feira (13), o site havia revelado que Vorcaro ajudou a financiar o filme e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

  • 🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras bilionárias, segundo a PF.

▶️ Segundo o blog da Andreia Sadi, uma das linhas de investigação busca esclarecer agora se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

▶️ Diante dos impactos eleitorais do caso e das incertezas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado tende a adotar uma postura mais cautelosa, impactando dólar e bolsa.

  • 🔎 A avaliação é de que o episódio pode reduzir as chances de alternância no governo, afetando as expectativas para o ajuste nas contas públicas.

Para o economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, os novos desdobramentos do caso foram determinantes para o desempenho do dólar e da bolsa nesta sexta-feira.

“O mercado reage negativamente no câmbio e na bolsa quando diminuem as chances de vitória da oposição nas eleições. Na visão dos investidores, a oposição estaria mais preparada para enfrentar o problema fiscal brasileiro”, afirma. “Eu discordo. Mas essa é a visão do mercado.”

“Na prática, qualquer iniciativa para mudar a trajetória das despesas terá de passar por alterações em gastos previstos na Constituição, o que é politicamente muito delicado, independentemente de quem proponha”, acrescenta Galhardo.

▶️ No exterior, após o fim do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, os investidores voltaram a direcionar a atenção para as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

  • Por volta das 16h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, subia mais de 3%, para US$ 109,27. Já o petróleo WTI, referência nos EUA, avançava mais de 4%, a US$ 105,48.

▶️ O cenário aumentou a preocupação do mercado com a inflação global e, consequentemente, com a trajetória dos juros nos EUA, que podem permanecer mais altos por mais tempo — movimento que fortalece o dólar e pressiona as bolsas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +3,54%;
  • Acumulado do mês: +2,33%;
  • Acumulado do ano: -7,68%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,71%;
  • Acumulado do mês: -5,36%;
  • Acumulado do ano: +10,03%.

Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

  • ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Petróleo sobe após encontro entre Trump e Xi

Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e EUA.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Mercados globais

Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho. O Dow Jones recuou 1,07%, aos 49.526,11 pontos. O S&P 500 caiu 1,24%, aos 7.408,50 pontos, enquanto o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve baixa de 1,54%, aos 26.225,15 pontos.

Na Europa, o movimento também foi de perdas. O índice pan-europeu STOXX 00 fechou em queda de 1,5%, em 606,92 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,71%, a 10.195,37 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,60%, a 7.952,55 pontos. Já em Frankfurt, o DAX caiu 2,07%, a 23.950,57 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em baixa. Em Xangai, o índice Shanghai Composite caiu 1,02%, aos 4.135 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 1,12%, aos 4.859 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,62%, aos 25.962 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 2%, aos 1.245 pontos.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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