Dólar sobe a R$ 5,16, com negociações entre EUA e Irã e eleições no radar; Ibovespa cai | G1

Dólar sobe a R$ 5,16, com negociações entre EUA e Irã e eleições no radar; Ibovespa cai | G1

Com foco no exterior, investidores continuaram a monitorar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e seguem em compasso de espera pelo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para amanhã. Na agenda doméstica, uma terceira rodada de pesquisas eleitorais da Quaest fica sob os holofotes.

▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã seguiram no centro das atenções. Na véspera, Trump afirmou que autoridades dos dois países se encontraram para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas. O Irã também indicou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os americanos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.

  • Ainda assim, os preços do petróleo encerraram o dia em alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu 4,35%, cotado a US$ 103,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 2,30%, a US$ 92,60 o barril.

▶️No cenário eleitoral, a Quaest deve divulgar uma terceira rodada de pesquisas nesta quarta-feira. O último levantamento mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%.

▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,47%;
  • Acumulado do mês: -0,23%;
  • Acumulado do ano: -5,84%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,32%;
  • Acumulado do mês: +4,74%;
  • Acumulado do ano: +15,33%.

Negociações entre EUA e Irã

Os sinais de avanço nas tratativas entre EUA e Irã seguem no radar dos investidores. Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode “aniquilar o Irã” e mandar o país “para o inferno” em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. “Foi uma reunião de três horas”, disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como “muito bom” e afirmou que planeja outro diálogo “em um futuro muito próximo”.

Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”. Ele também disse que tem uma “grande decisão” pela frente.

“Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições”, afirmou Trump.

O Irã, por sua vez, disse que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.

A delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os EUA.

Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países.

Encontro Trump-Xi

Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.

Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.

Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.

Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.

Bolsas globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quarta-feira, conforme investidores repercutiam a nova alta do petróleo e o aumento no rendimento dos títulos públicos americanos.

O Dow Jones caiu 0,66%, enquanto o S&P 500 recuou 0,74% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,10%.

O dia também foi negativo na Europa. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou em queda de 0,4%, revertendo os ganhos registrados no início da sessão. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,66%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,39% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,03%.

Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores avaliavam papéis de tecnologia e em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,39%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,60%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Cotação do dólar atinge o maior valor da história do real, mesmo com intervenções do Banco Central — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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